A minha campanha
Santana, não vales uma bifana.
- Se o aeroporto fosse em Alcochete também me ias lá levar?
- Claro...
posted by sara at 15:22
Traí a Sagres ao almoço com uma cerveja belga. Mas foi tão sem significado, nem me lembro do nome dela.
posted by sara at 18:01
Estou aqui, estou a escrever poemas. Depois não digam que não avisei.
posted by sara at 16:13
Yara só gosta de ilha discreta pra namorar
Yara parece uma pilha ligada no cha cha cha
Levava os seus amantes pras loucuras em Paquetá
Brincava de troca-troca lá na ilha Porchat
Yara é uma garota de Cuba danada pra namorar
Fugiu com um brotinho pra Aruba antes de vir para cá
Strip-teases em Puerto Rico, nos cassinos de Trinidad
Fez do Amazonas seu Nilo; e de São Paulo, Bagdá
Yara Yarusha, Yara Yarusha, Yarusha sha sha
Yara Yarusha, Yara Yarusha, Yarusha sha sha
Yara Yarusha, Yara Yarusha, Yarusha sha sha
Só pra namorar!
(vídeo tosco da Orquestra Imperial ao vivo, mas com som a cumprir requisitos mínimos)
posted by sara at 11:22
(...)Figurino social que vingou nas décadas de 60 a 90 do século XX, o multiculturalismo foi bem sucedido na Holanda ou na Inglaterra e em cidades como Amesterdão, Londres, Marselha, São Paulo, Nova Iorque ou Hong Kong, cujo cosmopolitismo se deve à diversidade inerente à sua condição de cidades multiculturais. Como conceito operativo serviu, durante muitos anos, para definir sociedades (em particular, cidades) enquanto lugares de convivência de múltiplos grupos de origens étnicas e culturais diferentes; todavia, o conceito não iria além desta dimensão de co-habitação mais ou menos pacífica(...)
Ian Buruma, escritor anglo-holandês e professor em Nova Iorque, por exemplo, considera que o problema dos defensores do multiculturalismo foi nunca terem concebido a passagem da comunidade cultural para uma comunidade política; já para o filósofo esloveno Slavoj Žižek, o multiculturalismo é «uma espécie de posição global vazia, que trata cada cultura local como o colono trata uma população colonizada - como 'indígenas' cujos costumes devem ser cuidadosamente estudados e 'respeitados'», ou seja, a forma última de despolitização, a transformação nefasta da política em confronto cultural apenas para reconhecimento de identidades.(...)
Enquanto o multiculturalismo na Europa aparecia como uma situação estática, em que de algum modo os grupos minoritários étnicos eram deixados às suas próprias convenções e relegados pelas sociedades anfitriãs para o papel de grupos étnicos ou culturais em regime de co-habitação pacífica, a interculturalidade pressupõe um projecto político de sociedade.
António Pinto Ribeiro, À Procura da Escala, Lisboa, Edições Cotovia, 2009, pp.29-30
Percebe-se melhor assim, Comentador Anónimo#3?
posted by sara at 23:04
Da raça dos que têm talento, da raça dos que dançam espectacularmente, entre outras. Uma espécie de homenagem que tinha ficado por fazer.
posted by sara at 19:17
Acabo de perder o respeito pela revista Intelligent Life, Life.Culture.Style, uma publicação associada ao The Economist (com boas referências, portanto). Tudo por causa de um deslize, um pormenor - coisas a que dou muita importância. Ora, uma revista que se chama Intelligent Life (IL) tem a obrigação de ser não menos do que perfeita, ou então será o cúmulo da pedantice.
A maior chamada de capa do último número da IL (Verão de 2009) remete para um artigo sobre o Genographic Project, que a partir da recolha de centenas de milhar de amostras de ADN de pessoas de todo o mundo está a desenvolver um estudo para explicar, basicamente, como é que do continente africano viemos parar aqui, onde quer que seja, com as nossas características fisionómicas (e etc.). No editorial, Tim de Lisle - ao contrário do que acontece com o The Economist, todos os textos na IL são assinados - faz uma introdução a esse artigo, onde a certa altura escreve: «Its subtext [do artigo] is that racism isn't just wrong, it's stupid. There are still many cultures, and of course there can be tensions between them. But if the word multicultural still makes sense, its sister multiracial doesn't.» (o bold é meu)
Esta última frase já teria por onde se lhe pegar, nomeadamente pela primeira parte, pois tenho ouvido dizer, da boca de quem se dedica a pensar nestas coisas e a quem reconheço autoridade, que o Multiculturalismo está ultrapassado, é um modelo que falhou, e que agora é a Interculturalidade que, digamos, está a dar. Mas adiante. É a segunda parte da afirmação, que diz que a palavra "multi-racial" já não faz sentido, que me interessa. Obviamente, concordo com o que é dito. Mas o editor pelos vistos não toma atenção nenhuma ao que escreve: umas páginas mais à frente, numa coluna assinada pelo mesmo Tim de Lisle, há vários destaques sobre bandas e concertos a ter debaixo de olho durante esta estação. Chegados aos TV on the Radio (uma das pouquíssimas bandas que me teria feito ir ao Festival Optimus Alive esta semana, caso me tivessem oferecido bilhetes, que fina que eu sou), é então que se dá o deslize: «TV on the Radio touring Europe, July 9th to August 2nd. Layers of intense, uplifting rock-soul from the multiracial Brooklyn quintet who have become one of the best bands in America.» Leram bem? «the multiracial Brooklyn quintet». Oh Tim, what a stupid thing to say!
posted by sara at 14:19
O alinhamento cósmico parecia favorável. Na minha cabeça havia tempo para tudo: ficar no Portinho da Arrábida até às sete (onde não punha os pés há 10 anos), comer um peixinho ao jantar antes de regressar a Lisboa, ir a casa tomar um banho e por fim... enganei-me, redondamente, cheguei tarde e a más horas. Dos vários concertos que vi este fim-de-semana (em geral todos bons, com destaque para a maravilha da Orquestra Imperial ontem), em 3 dias consecutivos, quase perdi na íntegra o mais-que-tudo Konono nº1, sábado à noite, salvando-se apenas o encore, ao som do qual dancei como se fosse o último. E não é que era mesmo.
posted by sara at 23:34

Desde meados dos anos 90 que a música de Omar Souleyman (na foto) se vende que nem pãezinhos quentes, em cassetes, nas ruas da Síria, diz a editora Sublime Frequencies. Omar Souleyman é uma estrela longe do Ocidente e anda agora pela primeira vez em digressão na Europa. Segundo o calendário do MySpace SF, começaram no dia 27 de Maio, em Manchester, e passam hoje pelo Festival Sonar (Barcelona) que apresenta este ano um cartaz bestial incluindo Grace Jones, Animal Collective, James Murphy & Pat Mahoney (LCD Soundsystem disco set), La Roux, Buraka Som Sistema, Mulatu Astatké and The Heliocentrics, entre muitos outros, só para citar aqueles que eu conheço.
No próximo domingo, 21 de Junho, a fechar esta ronda europeia de concertos Sublime Frequecies (colaboração Filho Único), os teclados infernais e a voz de Omar Souleyman vão fazer-se ouvir no anfiteatro ao ar livre do Jardim Gulbenkian, às 19h. Vejam este vídeo e deixem-se intoxicar (a música como droga leve). Leh Jani...
posted by sara at 16:19
How much Stanley Kubrick trivia can you stand?
(um link para quem gosta de História da Música Pop)
posted by sara at 23:42
Pode-se fazer humor com tudo... menos com a música clássica nos filmes do Kubrick!
...for now it was lovely music that came to my aid. There was a window open with the stereo on - and I viddied right at once what to do.
(Rossini para o Bruno Vieira Amaral)
posted by sara at 22:56
Chega a ser cruel, tendo em conta que as miúdas iranianas são sempre obrigadas a andar no espaço público de cabeça coberta (quer gostem quer não), chega a ser cruel, dizia eu, observar o resultado do empenho, o tempo e a energia que os rapazes iranianos (na faixa dos 15-25, sobretudo) empregam no seu cabelo. Numa semana vi os penteados mais incríveis, já para não falar do outfit completo (que não raras vezes incluía maquilhagem). Infelizmente, nunca tive oportunidade de fotografar - tendo como referência The Sartorialist - nenhum desses rapazes muito, digamos, coloridos (não podem ser todos "gay"; aliás, oficialmente não existem homossexuais no Irão...). Mas encontrei um desses (modestos rapazes) neste vídeo da Reuteurs. É um padeiro apoiante de Mousavi (o candidato "bom", por oposição a Ahmadinejad, o "mau"), como indicam as pulseirinhas verdes, e é vê-lo a aparecer aos 28 segundos da reportagem "Iran campaigning heats up" (9 de Junho). As próximas eleições presidenciais da República Islâmica do Irão
são amanhã. Boa sorte.
posted by sara at 22:38