terça-feira

ميدان نقش جهان



Com Ispaão foi amor à primeira vista. Em tempos capital da Pérsia, hoje é apenas a cidade mais bela do Irão. A esta praça (a segunda maior do mundo, a seguir a Tiananmen, dizem os guias) volto várias vezes, em pensamento, e hei-de voltar a pisá-la. As (duas) mesquitas são obras de arte, com certeza, tal como o palácio. O bazar é extraordinário, sim. O narguilé de maçã e os biscoitos no terraço souberam-me bem. Mas do que eu gostei mesmo foi do gelado de açafrão (os iranianos são doidos por gelados!), de ver um grupo de rapazes e raparigas a jogar à bola na relva e da bicleta que me emprestaram (não havia para alugar). Meia-hora de felicidade à volta de ميدان نقش جهان (nome da praça em persa), que devo a K. e ao irmão adolescente do amigo dele, jovem proprietário da bicicleta. A todos os envolvidos nesta operação agradeci com o meu melhor sorriso.

Já tinha "partilhado" esta foto no Facebook, mas tinha de vir também para aqui, dedicada, muito especialmente, à Luna.

domingo

This miraculous, unique uselessness



The Assembly of the Birds: Page from a manuscript of the Mantiq al-tair (The Language of the Birds) of Farid al-Din Attar, ca. 1600; Safavid; Painted by Habib Allah, Iran (Isfahan)

A question of taste

When I want to cheer myself up, I head for Ferdousi Street, where Mr. Ferdousi sells Persian carpets. Mr. Ferdousi, who has passed all his life in the familiar intercourse of art and beauty, looks upon the surrounding reality as if it were a B-film in a cheap, unswept cinema. It is all a question of taste, he tells me: The most important thing, sir, is to have taste. The world would look far different if a few more people had a drop of taste. In all horrors (for he does call them horrors), like lying, treachery, theft, and informing, he distinguishes a common denominator - such things are done by people with no taste. He believes that the nation will survive anything and that beauty is indestructible. You must remember, he tells me as he unfolds another carpet (he knows I am not going to buy it, but he would like me to enjoy the sight of it), that what has made it possible for the Persians to remain themselves over two and a half millennia, what has made it possible for us to remain ourselves in spite of so many wars, invasions, and occupations, is our spiritual, not our material, strenght - our poetry, and not our technology; our religion, and not our factories. What have we given the world? We have given poetry, the miniature, and carpets. As you can see, these are useless things from the productive viewpoint. But it is through such things that we have expressed our true selves. We have given the world this miraculous, unique uselessness. What we have given the world has not made life any easier, only adorned it - if such a distinction makes any sense. To us a carpet, for example, is a vital necessity. You spread a carpet on a wretched, parched desert, lie down on it, and feel you are lying in a green meadow. Yes, our carpets remind us of meadows in flower. You see before you flowers, you see a garden, a pool, a fountain. Peacocks are sauntering among the shrubs. And carpets are things that last - a good carpet will retain its color for centuries. In this way, living in a bare, monotonous desert, you seem to be living in an eternal garden from which neither color nor freshness ever fades. Then you can continue imagining the fragrance of the garden, you can listen to the murmur of the stream and the song of the birds. And then you feel whole, you feel eminent, you are near paradise, you are a poet.

[Último capítulo de Shah of Shahs (pp.151-152), de Ryszard Kapuściński, livro que escreveu enquanto foi correspondente da agência de notícias polaca em Teerão, logo após a Revolução Islâmica, no início de 1979]

segunda-feira

Fact-checking

Esqueçam tudo o que vos disse!

domingo

Castanholas

The Onion avançou:

Iran's Nuclear Operation Revealed To Be Cover For Greatest Roller Coaster Ever
(...)Despite years of economic sanctions and the constant threat of military action, Iran reportedly continued working on the clandestine project by stockpiling metal tubes for the tracks, enriching uranium to provide glow-in-the dark lighting for the subterranean portion of the ride, and purchasing hundreds of gallons of neon green paint from Pakistan.(...)
In response to rumors that the new Iranian amusement park will include a ride dedicated to bridging the foreign relations gap with Israel, Ahmedinejad flatly denied the existence of the so-called "Holocoaster."


Legenda de uma das fotos: "All U.N. inspectors were given complimentary season passes for being so patient."

A notícia está muito bem escrita. Mas com a primeira fotografia houve um deslize. Onde se vê em primeiro plano uma montanha-russa com uma central nuclear em fundo, a legenda diz: "Ali Baba and the 40 Loops". Sucede que Ali Babá é árabe (é, não é?) e os iranianos não são árabes. Aliás, ficam pior que estragados quando os confundem com os árabes. É um preconceito lá deles. (Passe a condescendência.) Partilham com os árabes a religião, a cultura, mas são persas. Não vai dar tudo ao mesmo. Eu também ficaria aborrecida se me chamassem espanhola (como já aconteceu). E que sentido faria uma piada sobre Portugal que envolvesse castanholas?

Ando muito sensível com estas coisas.

sábado

A Primavera a chegar, apetecia-me beijar o Obama...



... e ser mosca para ver a irritação na cara dos mullahs com este vídeo a tramar-lhes a estratégia primária e obsoleta de diabolizar os EUA (e o Ocidente em geral), que é o que os mantém no poder. Entretanto, tenho de sair para fazer umas compras e tentar arranjar umas roupinhas que me tapem as formas do corpo. Não quero ir ao Irão para provocar ninguém. Ia estragar os planos todos do Obama.

sexta-feira

In memory of

Ninguém comenta o maravilhoso filme animado de música que eu "postei"?

Encontrei através do MySpace da Rita Braga, superbraguita.
O "Lee Hazlewood" é "amigo" dela.

Tenho de "fazer" um MySpace.

quinta-feira

Já podia ter ido e voltado

Mas ainda aqui ando.

sexta-feira

Excesso de bagagem

No guia Lonely Planet para o Irão, logo nas primeiras páginas (disponíveis na Amazon), está uma lista de conselhos práticos: não esquecer o protector solar (as mulheres só precisam de pôr na cara...), um chapéu, um adaptador universal e uma série de outras coisas. Por fim, "There's just one more important thing: try, as much as possible, to leave your preconceptions at home."

Shah of Shahs



Obrigada pela sugestão, Pedro. Já encomendei.

quinta-feira

Leitura em curso

(...)all we see from the past is the general historical interest of the period; what we don't see are all the personal human concerns of people at that time. Yet in real life personal concerns of immediate relevance are so much more important than the general public interest that they prevent the public interest from ever being sensed, or even noticed.(...)

Tolstoy, War and Peace, volume IV, part I, chapter 4

Investigação em curso



Lembrar-se-á de eu lhe ter falado também de um Velásquez que comprei pela Christie's há 40 anos, depois das muitas investigações que fiz junto de especialistas e da National Gallery. Todos foram então unânimes em considerá-la uma obra de Velásquez. No entanto, mais recentemente, há uns 15 anos, outros especialistas vieram sugerir que o Mazo também tinha trabalhado no quadro. Você sabe como são os chamados especialistas, mas eu prefiro dizer-lhe as coisas com toda a candura! Creio que deveria catalogá-lo, sem receios, como um Velásquez. O retrato foi-me vendido com garantia de autencidade pela Christie's e provém de uma grande colecção. Carta de Calouste Gulbenkian a João Couto (Director do Museu Nacional de Arte Antiga), 18.07.1952

Os quadros são de muito boa qualidade e o retrato de Mariana de Aústria, que penso poder atribuir a Mazo, é uma bela peça e é muito importante para a nossa Galeria, que se encontrava privada de uma obra espanhola desta época. - João Couto a Calouste Gulbenkian, 05.09.1952

Com certeza estará a par do Congresso Internacional sobre restauração de quadros antigos que decorre neste momento em Lisboa, onde estão presentes todos os directores de museu americanos e das capitais europeias. A que conclusões irão chegar, não sei, mas a reunião deles tem dado muito que falar! Gostará de saber que o Velásquez que estava na minha posse e que doei há pouco tempo ao Museu de Arte Antiga, em Lisboa, foi agora examinado pelas personalidades acima referidas, e em particular pelo Doutor Canton, Director do Prado em Madrid, e o maior especialista na obra de Velásquez. Disseram-me que ele autentificou sem hesitação o meu quadro como sendo um Velásquez genuíno! - e ficou fascinado com ele. O quadro vai ser submetido a raio-X hoje, mas o Doutor Canton está convencido de que se trata de um Velásquez. Os nossos amigos de vários museus europeus estiveram muitas vezes inclinados a pooh-pooh [sic] o quadro, mas agora vergam-se à opinião de Canton, que se sobrepõe à deles. - Calouste Gulbenkian a MW(?), 31.12.1952

(Acho que a minha tradução destes extractos de correspondência, em inglês e francês, não está mal de todo, passe a presunção. Só me abstive de traduzir o «pooh-pooh» pela gracinha da expressão.)

Caro Sr. Gulbenkian,
Estive há dias nas Janelas Verdes. Era um domingo chuvoso, quase não deu para estar no jardim, mas tudo bem. Há algum tempo que já não visitava a colecção do Museu Nacional de Arte Antiga, sabe? Aqui na Internet, donde lhe escrevo, somos um bocadito preguiçosos para sair de casa. Andamos à procura de digitalizações de quadros, mais ou menos manhosas, no Google Images e frequentemente não passamos disto. E de repente vamos ao Museu e... bolas, não tem nada a ver.
Regalei-me com os retratos, sobretudo com o de D. Mariana d'Áustria, incluído no "lote" de obras que o senhor seleccionou para doar ao Museu de Arte Antiga, poucos anos antes de morrer. É um belíssimo quadro. Quero um penteado daqueles!
Agora a sério, também fiquei fascinada. As cores, aquele aparato todo na cabeça e no vestido, a expressão. Ela teria o quê, uns 16 anos? Parece uma criança. Dizia na legenda que este retrato terá sido pintado por volta de 1650 e na Wikipedia diz que ela nasceu em 1634 - é fazer as contas, que não são difíceis. Difícil é imaginar um casamento aos 15 com um homem quase 30 anos mais velho, D. Filipe IV (III de Portugal, mas depois tramou-se). Enfim, podia ser pior. Ele podia ser 100 anos mais velho do que ela. Divago. Entretanto, a primeira filha que tiveram foi a Infanta Margarita, aquela miúda famosíssima no centro d'As Meninas, de Velásquez, que a bem dizer pintou tudo quanto era retrato oficial da côrte espanhola naquela altura, certo?


Museo del Prado, Madrid. Foto El País

O retrato que está no Prado e o que está nas Janelas Verdes (e o que está no MET em Nova Iorque) é o mesmo, só que num a Mariana d'Áustria aparece de corpo inteiro, noutro só até aos joelhos (imagine-se, por debaixo de toda aquela armação) e, finalmente, em Lisboa, aparece só da cintura para cima (ver primeira imagem do post). Tudo Velásquez. Tudo Velásquez?
É aqui começa a (minha) confusão e era disso que eu lhe queria falar, Sr. Gulbenkian: na legenda do quadro que eu vi, no passado domingo, no palácio das Janelas Verdes, com estes olhinhos que a terra etc., diz que o quadro é do [Juan Bautista Martinez] del Mazo, o tal genro do Velásquez, que trabalhava com ele. Eu também pensava que tinha ficado decidido que era um Velásquez e não um del Mazo (sem ofensa, pessoalmente não tenho nada contra o homem, coitado). Aliás, no catálogo que tenho aqui à mão, de 1994, esta obra é atribuída a Velásquez. E nesta base de dados construída em 2002 pelo antigo IPM (hoje Instituto dos Museus e da Conservação), supostamente oficial, também diz que se trata de um Velásquez. Mas na legenda do quadro no Museu de Arte Antiga está del Mazo! Juro pela minha saúde, Sr. Gulbenkian.
Ando intrigadíssima. O que se terá passado? As outras variantes do retrato de Mariana d'Áustria - as que estão no estrangeiro - são todas Velásquez, mas afinal decidiram este - que é nosso, para todos os efeitos! - é um del Mazo? Quando é que isso aconteceu? Como? Com base em quê? E o Doutor Canton? E o raio-X?
É claro que não me cabe fazer este tipo de investigações (pouco sei de História de Arte), mas adoro estas coisas e sempre tenho algum tempo livre. Vou estando atenta e... se tiver novidades, volto a escrever-lhe.
Melhores cumprimentos,
Sara

quarta-feira

Adho Mukha Svanasana



Meet Mr. Pretzel ©

Ideia para conto policial

Querem matar o Anonimato.

As redes sociais

Perdi 2 "seguidores" no "painel" do Blogger. Antes o meu blog tinha 9 seguidores, agora tem 7. Quem foi que mudou de ideias?

Última hora! (rábula)

Ministério da Administração Interna vai organizar cursos de história de arte e workshops de pintura para a PSP de Braga

sexta-feira

São coisas que podem realmente acontecer©



Das pessoas que começam a falar de «casamento poligâmico» quando se fala em casamento homossexual, eu diria que andam a ver muitos filmes.

©Mood Swing

terça-feira

Não me estou a rir


Hagar Weeping (detail)
Gerbrand van den Eeckhout (early 1640s)
J. Paul Getty Museum

domingo

Zero

Número de vezes que encontrei a palavra "God" referida em The Theory of Intelligent Design: A Briefing Packet for Educators to help them understand the debate between Darwinian evolution and intelligent design, um panfleto elaborado pelo Discovery Institute, "think tank" de criacionistas dissimulados.

Criador = Deus

Gosto do Tiago Cavaco porque, entre muitas outras coisas, é honesto. Estive a reler o que ele escreveu em Setembro de 2006:

(...)vejo o desenvolvimento académico do Intelligent Design como fraco de charme: combate o inimigo com as suas andrajosas armas. Factos, factos e mais factos. Who cares?
O melhor desta crosta terrestre não é a abóbada da racionalidade. O pai não aprecia o seu filho por ele ter boas notas, os casamentos não se mantêm por sustentabilidade estética, o benfiquista não abandona o clube por uma década de fracassos. O meu criacionismo não poderia estar-se mais nas tintas para os factos científicos. E nem sequer é preciso chegar a Santo Anselmo para crermos porque é absurdo (ou Tertuliano, se condescendermos em ser historicamente mais precisos). Basta algum tino existencialista para com a nossa condição.
Deixemos os darwinistas entretidos. Se o Criador os colocou cá, alguma razão Ele há-de ter.

quinta-feira

He thought


Tree of Life

quarta-feira

Espécie com fome

Charles Darwin, num caderno de notas:

De manhã tínhamos apanhado um tatu [anão] que, embora seja um prato excelente quando grelhado na sua armadura, não constitui um pequeno-almoço ou jantar substancial para dois homens com fome.

domingo

Santíssima trindade, do ponto de vista geracional



Meryl Streep (n.1949), Anjelica Huston (n.1951) e Jessica Lange (n.1949)

Este blogue está oficialmente em campanha (pela freira), como o Circo da Lama.

sábado

One Trik Pony

«O meu problema com as redes sociais é um problema de memória. Não consigo decorar mais passwordes.»
- comentário de ming mag

quinta-feira

Apologia do LinkedIn

(a "rede sócio-profissional" de que me tornei fã em finais de 2007; aliás, vim a correr contar-vos tudo aqui)

Isto é de ontem:

LinkedIn has over thirty-five million members in over 140 industries. Most of them are adults, employed, and not looking to post something on your Wall or date you. Executives from all the Fortune 500 companies are on LinkedIn. Most have disclosed what they do, where they work now, and where they’ve worked in the past. Talk about a target-rich environment, and the service is free.

Using LinkedIn to Find a Job, via Twitter.com/Philanthropy... Como já devem ter percebido, o Twitter é o meu "brinquedo novo".

quarta-feira

Direct message from The Onion

i suppose we should thank u for following us, but do the gods thank man for his dutiful sacrifices? we're watching you.

Roadside signs

"I think artists are collectors figuratively. I've noticed that my eye collects." —Walker Evans (1903–1975), via Twitter do Met, museu que em 1994 adquiriu o arquivo pessoal do fotógrafo americano.

The Walker Evans Archive contains the artist's life's work—forty thousand negatives and transparencies dating from the late 1920s to the early 1970s—as well as Evans's personal and professional correspondence, papers, diaries, family photo albums, and his collection of books, picture postcards, clippings, roadside signs, and works by other artists.

terça-feira

Bird's eye


Leonard Riggio's (Barnes and Noble) home in the Hamptons, NY


Contour 290 (Potomac, Maryland)

Cheguei às esculturas de Richard Serra no Google Maps (clicar sobre as imagens acima para aumentar), por aqui, através do Twitter do MoMA. (Também tenho um!)

Sara became a fan of Tolstoy

«For the human mind absolute continuity of motion is inconceivable. The laws behind any motion become comprehensible to man only when he breaks that motion down into arbitrarily selected units and subjects these to examination. But at the same time this arbitrary sub-division of continuous motion into discontinuous units is the cause of much human error.(...)The movement of humanity, arising from a countless series of actions arbitrarily performed by many individuals, is a continuous phenomenon.» (War and Peace)

Sara did not become a fan

Concordo com a Charlotte, no que diz respeito ao Facebook. Ando por lá, é verdade, mas quase por obrigação (riam-se à vontade), porque trabalho em Comunicação e convém-me saber como funcionam estas "redes sociais". Ao milionésimo "convite", resolvi confirmar que o Facebook é uma perda de tempo (para mim, pessoalmente). Registei-me com o mesmo nome que me deram à nascença (vida real) e uma foto da Shirley MacLaine vestida de freira (do filme Two Mules for Sister Sara).

(Já agora, gostaria de deixar um aviso: fuzilo - com o teclado - o primeiro "amigo" que "partilhe" com o resto do mundo um "tag" num "album" de fotografias onde o meu corpo ou a minha facies a duas dimensões estejam associados ao meu nome próprio. Só por causa das merdas. Acho que se chama Direito à Privacidade.)

Entretanto, "fiz" 51 (só!?) "amigos" (parece que não sou lá muito popular). E basicamente é tudo o que tenho feito com o Facebook: "fazer amigos". Não passava disto, até que percebi que o "Face" (ouvi uma rapariga aqui há dias referir-se ao Facebook desta forma, com extrema intimidade) podia ser vagamente útil, através dos "feeds". Passei assim a alimentá-lo automaticamente com os posts do meu blogue. Porque é disso que eu gosto: blogging. Tornei-me "fan", vai para 4 ou 5 anos.

terça-feira

Regresso ao futuro

Foi o que me pareceu por momentos, quando vi no dicionário de português muito antigo, todo esfrangalhado, a entrada "atual".

(Era afinal uma edição brasileira.)

Senhores telespetadores

Está encontrado o post do ano (2009) na categoria Acordo Ortográfico.

quinta-feira

Well well well

!

Tenho abusado dos pontos de exclamação. Já de seguida,
um ponto final.

terça-feira

Fever


Crowd at Lincoln's second inauguration

Well, I guess an awful lot of the world is rather preoccupied today - what with it being my birthday Barack Obama's inauguration. I'm not sure if all those of you who live south of the 49th realise it, but Obama fever seems to be hitting Canadians almost as much as it is USAians. People up here are pretty excited about it all. So, not a lot of blah blah blah today - just have a great time everyone!


Inauguration of Mr. Lincoln

Hello there. On this side (Europe), we're pretty excited ourselves, too. I hope you don't mind my copy&paste. I usually read your blog and I really enjoy your posts. Happy Obama Day!

segunda-feira

Stress da expectativa



O! - B! - A! - M! - A!

Go! Obama! Go!

etc.

¡estrés de ocio!

(...)No sólo tenemos interminables listados de obligaciones, sino también largas listas de actividades de ocio que, de alguna forma, sentimos como una presión. Como muy bien describía Javier Marías en las páginas de este semanal: "Es tanto el afán por estar al día y tan breve el reposo permitido a los libros, las películas, las exposiciones o la música, que a veces tengo la impresión de que tanto los críticos como los lectores y espectadores se pasan la vida tachando de una lista interminable o escribiendo apresuradamente al lado de cada nuevo título: Visto, Leído, Oído, y ahí se acabó todo." Así no sólo tenemos estrés de trabajo sino también ¡estrés de ocio!(...)

>na revista do El País da semana passada, domingo, 11 Jan.

domingo

Metablogging-metatiming

Tenho várias correntes em atraso (peço imensa desculpa), mas vamos assumir que não há prazo de validade.

Caos calmo

O Harry Lime e o maradona (cf. caixas de comentários d'A Causa Foi Modificada) são a mesma pessoa; o banco do jardim de S. Amaro e o Abrupto também.

quinta-feira

Kubrick meets Schubert



(achado através do blogue que não é do "Tiago Galvão" - um grande bem-haja, trata-se apenas da melhor cena de sempre)

Complicados, eles?

Não costumo ser muito distraída, mas só no outro dia quando me perguntaram se sabia o que era feito do Tiago Galvão é que na minha cabeça se deu - ahhhhhhhhhhhhh - o click. Então é isso. Alguma razão haveria para um blogue que apareceu por aí há pouco tempo me ser tão, digamos, familiar. O "Tiago Galvão" está bem (blogosfericamente falando) e recomenda-se, embora tenha mudado de identidade (talvez faça parte de um programa de protecção de testemunhas). Por isso, não vou poder linká-lo (como dizem os jovens). Oh.

Complicadas, nós?

What goes through your mind when someone says
"Let's go for a drink"?



(clicar sobre a imagem)

Recebido hoje por email (obrigada, Sofia!) - e mais aqui.

sanita amarela

A minha melhor e mais bem conseguida (até agora) resolução para 2009 foi abrir este blogue a comentários (com direito de veto, ao qual ainda não tive necessidade de recorrer). Revelou-se um admirável mundo novo, já não quero outra coisa.

domingo

Porto

Em bom rigor, foi muito mais do que um fim-de-semana, foram 45 horas de excitação. Temos de repetir.

sexta-feira

Bate tudo certo

O Miguel (que ameaça não preencher em 2009 a quota de 3 posts por ano) perguntou-me se a imagem do post anterior era do arquitecto dinamarquês Jørn Utzon, que projectou a Ópera de Sydney - à época polémica - no final dos anos 50 e que morreu em Novembro do ano passado. É um comentário muito interessante. Em primeiro lugar, porque eu desconhecia Utzon, fui pesquisar e é sempre bom acumular conhecimentos; em segundo lugar, porque a imagem é do filme Vontade Indómita (já aqui referido), realizado por King Vidor e inspirado na vida do arquitecto Frank Lloyd Wright, a quem Utzon (vencedor do Pritzker em 2003) foi muitas vezes comparado.

quarta-feira

Still

Faixa de Gaza

«Como alguém consegue tomar partido num conflito destes é algo que eu nunca irei perceber», diz o Ricardo num comentário deixado n'A Causa Foi Modificada.

My feelings exactly.

domingo

Lidl


Photograph by Steve Gullick

(...)And he [Bonnie 'Prince' Billy] resists the idea that, with his endless flow of obscurities and his maniacal fan base, he is one of the most blog-friendly musicians in the country. He asked, “At that show last night, what do you think, eighty per cent of the people read blogs? Fifty? Thirty? Ten? Ninety?” There were certainly plenty of cameras, and, sure enough, on Monday morning the indie-rock Web site Pitchfork posted six photographs and a brief write-up.(...)

Quando li o longo (como sempre) artigo da edição on-line The New Yorker (5 Jan 2009) sobre Will Oldham, não tive dificuldade em encontrar a página da Pitchfork onde estavam as fotos do tal concerto (já lá vamos). Mas não tinha grande interesse, comparado com o que encontrei depois: um blogue sobre música, a partir de Louisville, KY (onde vive Oldham a.k.a. Bonnie 'Prince' Billy), que para além de fotos publicou também o alinhamento e a gravação (com qualidade, embora não dê para fazer download para o computador, acho) completa do concerto, com 20 canções. Até se ouvem os grilos! Espectacular. Pelo meio há uma versão de Little Boxes (a música do genérico da série Weeds popularizada em mil e uma versões diferentes), precedida da canção que dá nome ao disco do ano passado "Lie Down in The Light" (ou "Lidl", como Oldham gosta de se lhe referir).

Este evento de Verão foi divulgado quase em secretismo, boca-a-boca, para evitar confusão. Chegaram a simular uma cerimónia de casamento para ninguém desconfiar (têm de ler o artigo da New Yorker, que conta tudo em pormenor). Em Julho, num lugar isolado q.b., idílico, com lago e assim, ocorreu esta coisa absolutamente freak onde eu adoraria ter estado, sentada na relva a balançar a cabeça ao som da música e a beber uma cervejinha. Mas não me posso queixar: no início desse mês já tinha feito a melhor sauna de 2008, com Bonnie 'Prince' Billy, na ZDB. Fica para a lista de concertos.

sábado

Alta costura

Ontem à noite, à porta de um bar, ouvi alguém de cara séria dizer: «...aquele jornalista do Público, o Vítor Balenciaga...»

sexta-feira

Flora


Anjelica Huston

quarta-feira

Bom Ano Novo

Acabo 2008 sem conseguir activar as caixas de comentários do vidro duplo, não sei se por incompetência técnica minha, se por teimosia do Blogger... não interessa. Pode ser que amanhã.

(o sucesso da operação foi relativo: perdi os links na barra lateral. sorry. perde-se sempre qualquer coisa pelo caminho)

Tolstoi

O meu livro do ano é Guerra e Paz (ed. Penguin Classics, trad. Anthony Briggs). Comecei a lê-lo em Abril, sem pressas, e vou continuar em 2009. Oitocentas páginas volvidas, em tempo de balanços, retrospectivas e repisando os porquês do que correu mal:

«A good player who loses at chess is genuinely convinced that he lost because he made a mistake, and he goes back to the opening gambits to find what the mistake was, forgetting that his every move throughout the whole game involved similar errors, no move being perfect. The mistake that he concentrates on attracts his attention only because it was exploited by his opponent.»

(volume III, parte II, capítulo 7)

Autobiografia sem factos

«Todo o prazer é um vício, porque buscar o prazer é o que todos fazem na vida, e o único vício negro é fazer o que toda a gente faz.» (Bernardo Soares, Livro do Desassossego, Assírio & Alvim, Lisboa, 1998, p.293)

terça-feira

Do Álvaro de Campos, do Alberto Caeiro ou do Ricardo Reis ninguém quer saber

De acordo com a Marktest, actualmente as 10 personalidades mais procuradas na Internet pelos portugueses são: Luciana Abreu (em primeiro lugar), Nereida Gallardo, Ana Malhoa, Soraia Chaves, Jessica Alba, Diana Chaves, Fernando Pessoa, Carla Matadinho, Paris Hilton e Amy Winehouse.

E Deus criou a Mulher


Eva Green

Vão lá ver (com actualizações ao longo do dia). E alguém que ponha creme nas costas da Eva.

segunda-feira

Um ventre profícuo e uma capacidade de organização assombrosa

Família, Igreja, FlorCaveira, um novo blogue... e não dizes nada à gente, Tiago? (via Gustavo Nagel)

As listas dos outros



Não incluem o filme de animação Persepolis, de Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud. (Teve estreia este ano e é uma maravilha.)

domingo

Saudades de Meryl Streep

O maior logro cinematográfico de 2008, mesmo no limite, é Australia, um filme patético a todos os níveis passíveis de enumeração. Anunciá-lo como "o novo África Minha" é de uma desonestidade que devia dar direito a reembolso, com indemnização por danos vários (quase três horas de vida perdidas, fazer de mim parva, irritabilidade, utilização indevida e abusiva da nostalgia do Feiticeiro de Oz, etc.) - apesar da culpa também ser minha, que concordei em embarcar numa viagem de alto risco. Pela vossa saúde, não vão ver.

Não tenho nada para vestir


Maggie Gyllenhaal

O convite foi surpreendente, era irrecusável, e o método muito simples: pensar em mulheres (que acho) bonitas, procurar fotografias sugestivas (humm), legendá-las e enviá-las para publicação no E Deus Criou a Mulher. A ideia do Miguel de deixar a edição (de um dos blogues mais apetecíveis e visitados de sempre) nas mãos de female bloggers tem sido um êxito.

É interessante verificar que o imaginário feminino, embora variado, acaba por convergir na concepção estética do que é a sedução (pela imagem). Há sempre um compromisso entre o que sabemos que os excita, generalizando a entidade eles (e elas também, se quisermos ser polticamente correctos, boring), e o que nós achamos que merece e deve ser apreciado numa mulher. Fazem-se cedências, só até certo ponto. Não mostramos rabos que não tenham feito um bom filme, fantasias de pacote, nem mamilos sem QI ou produções de moda falhadas. Discordam?

Anyway, basta de divagações sobre o desejo de uns e outros, e vamos ao que interessa: na próxima terça-feira, dia 30, quase a fechar o ano, é a minha vez. Espero que gostem.

segunda-feira

Boas festas


Henri Cartier-Bresson, Queen Charlotte's Ball, 1959

Aposto que este ano, mais uma vez, ninguém me vai oferecer meias

Está tudo bem, já tenho os presentes. Doem-me um pouco os pés de tantas voltas, mas desde que vi uma rapariga a andar de muletas cheia de sacos com embrulhos, sem ninguém para a ajudar, proibi-me de reincidir em auto-comiseração por causa das compras de Natal. Estava quase a chegar a minha vez de apresentar ao serviço o cartão multibanco quando vi uma grávida, tão bonita, tão grávida, uma fila de gente sem fim para pagar na caixa, um calor dentro da loja que não se podia, e a grávida, tão bonita, quase a desfalecer. Fiz-lhe sinal para que avançasse, "Cedo-lhe a minha vez", disse eu. Ficou tudo de trombas, as pessoas que na fila estavam atrás de mim e à frente dela. Mas caladinhos. Paciência. Faz-se o que for necessário pelo bem-estar de uma grávida. Ela agradeceu (mais bonita ficou) e não resisti a gracejar, "A barriga é de verdade, não é? Espero que não seja um truque..." Só ela é que se riu, o resto da fila continuou de trombas. Depois na parte dos brinquedos, um pirralho que não tinha mais de 9 ou 10 anos vira-se para a mãe e diz, "Vou levar isto para a não-sei-quantas. Paga tu, que eu dou-te o dinheiro em casa." Está-se mesmo a ver! Nisto liga-me o meu Pai. Tinha-lhe dito que precisava de um disco externo para o meu portátil (back-ups, back-ups). Ele queria saber de que capacidade, quantos gigas. Não sabia bem o que escolher. Pergunta-me então, já um bocado enervado, "Diz aqui no catálogo que há um que dá para toda a Biblioteca Nacional. Achas que chega?" Ehehehe.

Gary Cooper!*



Gosto muito do filme The Fountainhead [Vontade Indómita], dos actores que o protagonizaram e ainda mais do blog do Pedro Duarte Bento. Agradeço a oportunidade para publicar um post que tinha em rascunho há algum tempo e que corria o risco de ficar esquecido. Bate tudo certo. Merry Christmas.

*com uma pitada de Gradisca

sábado

De passagem


Ricard Prince, série "Cowboys", 1983

quarta-feira

Céus


Lara Flynn Boyle

Já viram o peito do maradona? Tão sexy... E eu que continuo com zero presentes comprados. É mais um dia que passa.

terça-feira

Ponto da minha situação natalícia

0(zero) presentes comprados, 0(zero) presentes pensados e uma gigantesca dor de cabeça sempre que penso na inevitabilidade de ter de me enfiar numa qualquer superfície comercial não tarda.

Da outra margem


Praia da Trafaria, Almada


Trafaria


Trafaria


Costa da Caparica


Areal da Costa da Caparica


Costa da Caparica


Costa da Caparica


Antigo Cais Fluvial da Trafaria

Fotografias do Estúdio Mário Novais, originais dos anos 40, disponíveis desde ontem no Flickr Pro da Biblioteca de Arte da Fundação Gulbenkian. Para o maradona.

Adenda: o maradona esclareceu a dúvida que havia quanto à identificação da última fotografia. Não se tratava de Cacilhas, mas sim do antigo Cais Fluvial da Trafaria. O staff deste blogue agradece a atenção.

Matar saudades



Um ano depois, fui ao cinema para (re)ver Viggo Mortensen. Quando Appaloosa estrear em Portugal (Janeiro 2009), hei-de ir outra vez, para ver o filme.

Isto não é arte contemporânea



Ai não? Então é o quê, emoldurar o aquecimento (ainda por cima a funcionar em pleno - estava quentinho), numa casa particular de Madrid, com este magnífico resultado?

sexta-feira

Hasta luego



Eu hoje acordei de mala feita e (continuo) de boa saúde. Tenho escapado incólume às enfermidades que me rodeiam, também por mérito próprio: exposição condicionada (poucas saídas à noite, sempre fortemente agasalhada) e alguma paranóia. Perdoem-me a falta de solidariedade com achaques e febres alheias (melhoras rápidas, é o que vos desejo), mas não podia de maneira nenhuma pôr em risco os meus planos de me reunir nos próximos dias com amigos de longa data, daqueles com quem vivemos momentos-chave da nossa formação pessoal e com quem, mesmo que se passem anos sem haver contacto (a vida dá muitas voltas), foi criada uma cumplicidade eterna. Sou filha única e para mim é o mais parecido que existe com ter irmãos (o que também vem contrariar a teoria absurda, na minha opinião, de que homens e mulheres não conseguem manter uma amizade que não passe pela cama). Por outro lado, com tanta conversa para pôr em dia e níveis de alcoolémia para repor, não sei se vai sobrar tempo para ver museus, que é coisa que não costumo dispensar quando visito grandes cidades (que querem?, manias). Talvez o Jamón... Bom fim-de-semana.

Eu hoje acordei assim...



... amarela e de gola alta. Porque tem sido uma semana de alguma apreensão. Quase todas as pessoas que trabalham à minha volta estão adoentadas (e até a professora de yoga, caramba). Duas delas tiveram, inclusivamente, de ir para casa. Ainda não apresento quaisquer sintomas gripais, mas já estou a sofrer imenso por antecipação. É só uma questão de tempo, I see the whole picture: mais uns dias, até começar a sentir uma impressãozinha na garganta, depois os olhos a arder, a cabeça a latejar... Mas o pior vai ser a tosse. Odeio tosse. (Como se alguém gostasse.) Enfim, aguardemos com serenidade. Se ficar de cama, posso sempre vidrar-me na TV, com as carradas de episódios dos Simpsons e de outras séries que tenho gravadas no meu MEO e às quais não consigo dar vazão durante a semana.

A sugestão do auto-retrato 'simpsoniano' veio da Charlotte. É tão giro, experimentem, meninas Limão, Helena e T. Metatísica. Tu também, Samuel (veremos se bate a capa do Ípsilon de hoje). E o Rui, o Miguel, o Bruno, o Yesterday Man e o Daniel.

Por falar em contágio, enviaram-me (obrigada, MigMag) um link para o MySpace de La Roux, com uma recomendação para a terceira faixa que lá está, "Reflections are Protection". Música de dança melancólica, pegou-se-me ao ouvido, absolutamente contagiante. Senhora enfermeira!

domingo

The nursing profession was not amused


Richard Prince dresses Kate Moss.

For their September issue [2003], the editors of W magazine invited a bunch of artists and photographers to have their way with Kate Moss—to depict the waifish muse however they wanted: naked, clothed, flipping burgers, lying around, and fondling a pet monkey. Among the artists commissioned was Richard Prince, who photographed Moss decked out as a nurse in a shiny, white vinyl uniform with a zipper up the front, her hand on her hip, and a come-hither look in her eye. The nursing profession was not amused. Slate, Oct.2003

O lixo (post-pulp)

The way she looks in the morning! She ran after the garbage man and said "Am I too late for the garbage?" He said: "No, jump in."
(Richard Price, uma de série de 6 'jokes', em exposição na Ellipse Foundation - improvável espaço, entre a Makro e um stand da BMW, em Alcoitão - onde estive hoje.)

- Olha, o camião do lixo.
- Diz-lhes que é só calçar-me e vou já descer.

(Terapia Metatísica, Jul.2008)

Would the garbage profession be amused? (pergunto eu, a pensar no debate do humor, também aqui).

sexta-feira

Cabeça fria



The photographer Herbert Ponting posing for a polar portrait in Antarctica, January 1912. He provided his own caption: "Ponting cooling his head"

Guardian.co.uk

terça-feira

Revista de moda (II)



The New Yorker, Nov.2008

sábado

Revista de moda


Com Róisín Murphy "casaco de antílope" ganha um novo sentido.


Quem vê caras não vê chapéus.

Fotos © Miguel Gaspar

quarta-feira

Balls

domingo

Sejamos justos, Deus também criou o homem



E a publicidade, já agora. A Gucci foi muito feliz com a contratação de James Franco para vender perfume. Ele é francamente bonito, sem dar nas vistas; tem graça, sem precisar de se armar em engraçadinho (ver, a título de exemplo, o Screen test para o New York Times ou a entrevista no programa do Letterman para atestar o sorriso irresistível, vagamente vampiresco, eu virava-lhe a face e diria: toma o meu pescoço, James, é todo teu); e com certeza cheira bem. Qualquer mulher no seu perfeito juízo se tornaria voluntariamente "slave to love" por ele - como diz a música de Brian Ferry, aqui numa excelente versão electro de Róisín Murphy (fantástica em concerto esta semana no Coliseu), que devia ser obrigatória nas pistas de dança.

Por enquanto não tenho mais nada a acrescentar em defesa da causa, a não ser uma referência agradecida ao Miguel Marujo pela nomeação casta do meu blogue no E Deus Criou a Mulher. (E que bela foto me calhou da Laetitia, numa variante do vestidinho preto: com umas calças de ganga e uma camisa branca, nunca me comprometo!... A Gucci aprovaria.)

Disposta a assinar uma petição

O Tame the Kant evaporou-se. Estamos contra.

terça-feira

Linked in

Networks will also be critical for individuals. This is the first downturn we have faced with the web woven into our lives. A recession will be a boon [benção] for the web’s pro-am, do-it-yourself ethic.

» Spectator (obrigada pelo link, Luís)



Wilco, Sky Blue Sky (2007)