segunda-feira

Fact-checking

Esqueçam tudo o que vos disse!

domingo

Castanholas

The Onion avançou:

Iran's Nuclear Operation Revealed To Be Cover For Greatest Roller Coaster Ever
(...)Despite years of economic sanctions and the constant threat of military action, Iran reportedly continued working on the clandestine project by stockpiling metal tubes for the tracks, enriching uranium to provide glow-in-the dark lighting for the subterranean portion of the ride, and purchasing hundreds of gallons of neon green paint from Pakistan.(...)
In response to rumors that the new Iranian amusement park will include a ride dedicated to bridging the foreign relations gap with Israel, Ahmedinejad flatly denied the existence of the so-called "Holocoaster."


Legenda de uma das fotos: "All U.N. inspectors were given complimentary season passes for being so patient."

A notícia está muito bem escrita. Mas com a primeira fotografia houve um deslize. Onde se vê em primeiro plano uma montanha-russa com uma central nuclear em fundo, a legenda diz: "Ali Baba and the 40 Loops". Sucede que Ali Babá é árabe (é, não é?) e os iranianos não são árabes. Aliás, ficam pior que estragados quando os confundem com os árabes. É um preconceito lá deles. (Passe a condescendência.) Partilham com os árabes a religião, a cultura, mas são persas. Não vai dar tudo ao mesmo. Eu também ficaria aborrecida se me chamassem espanhola (como já aconteceu). E que sentido faria uma piada sobre Portugal que envolvesse castanholas?

Ando muito sensível com estas coisas.

sábado

A Primavera a chegar, apetecia-me beijar o Obama...



... e ser mosca para ver a irritação na cara dos mullahs com este vídeo a tramar-lhes a estratégia primária e obsoleta de diabolizar os EUA (e o Ocidente em geral), que é o que os mantém no poder. Entretanto, tenho de sair para fazer umas compras e tentar arranjar umas roupinhas que me tapem as formas do corpo. Não quero ir ao Irão para provocar ninguém. Ia estragar os planos todos do Obama.

sexta-feira

In memory of

Ninguém comenta o maravilhoso filme animado de música que eu "postei"?

Encontrei através do MySpace da Rita Braga, superbraguita.
O "Lee Hazlewood" é "amigo" dela.

Tenho de "fazer" um MySpace.

quinta-feira

Já podia ter ido e voltado

Mas ainda aqui ando.

sexta-feira

Excesso de bagagem

No guia Lonely Planet para o Irão, logo nas primeiras páginas (disponíveis na Amazon), está uma lista de conselhos práticos: não esquecer o protector solar (as mulheres só precisam de pôr na cara...), um chapéu, um adaptador universal e uma série de outras coisas. Por fim, "There's just one more important thing: try, as much as possible, to leave your preconceptions at home."

Shah of Shahs



Obrigada pela sugestão, Pedro. Já encomendei.

quinta-feira

Leitura em curso

(...)all we see from the past is the general historical interest of the period; what we don't see are all the personal human concerns of people at that time. Yet in real life personal concerns of immediate relevance are so much more important than the general public interest that they prevent the public interest from ever being sensed, or even noticed.(...)

Tolstoy, War and Peace, volume IV, part I, chapter 4

Investigação em curso



Lembrar-se-á de eu lhe ter falado também de um Velásquez que comprei pela Christie's há 40 anos, depois das muitas investigações que fiz junto de especialistas e da National Gallery. Todos foram então unânimes em considerá-la uma obra de Velásquez. No entanto, mais recentemente, há uns 15 anos, outros especialistas vieram sugerir que o Mazo também tinha trabalhado no quadro. Você sabe como são os chamados especialistas, mas eu prefiro dizer-lhe as coisas com toda a candura! Creio que deveria catalogá-lo, sem receios, como um Velásquez. O retrato foi-me vendido com garantia de autencidade pela Christie's e provém de uma grande colecção. Carta de Calouste Gulbenkian a João Couto (Director do Museu Nacional de Arte Antiga), 18.07.1952

Os quadros são de muito boa qualidade e o retrato de Mariana de Aústria, que penso poder atribuir a Mazo, é uma bela peça e é muito importante para a nossa Galeria, que se encontrava privada de uma obra espanhola desta época. - João Couto a Calouste Gulbenkian, 05.09.1952

Com certeza estará a par do Congresso Internacional sobre restauração de quadros antigos que decorre neste momento em Lisboa, onde estão presentes todos os directores de museu americanos e das capitais europeias. A que conclusões irão chegar, não sei, mas a reunião deles tem dado muito que falar! Gostará de saber que o Velásquez que estava na minha posse e que doei há pouco tempo ao Museu de Arte Antiga, em Lisboa, foi agora examinado pelas personalidades acima referidas, e em particular pelo Doutor Canton, Director do Prado em Madrid, e o maior especialista na obra de Velásquez. Disseram-me que ele autentificou sem hesitação o meu quadro como sendo um Velásquez genuíno! - e ficou fascinado com ele. O quadro vai ser submetido a raio-X hoje, mas o Doutor Canton está convencido de que se trata de um Velásquez. Os nossos amigos de vários museus europeus estiveram muitas vezes inclinados a pooh-pooh [sic] o quadro, mas agora vergam-se à opinião de Canton, que se sobrepõe à deles. - Calouste Gulbenkian a MW(?), 31.12.1952

(Acho que a minha tradução destes extractos de correspondência, em inglês e francês, não está mal de todo, passe a presunção. Só me abstive de traduzir o «pooh-pooh» pela gracinha da expressão.)

Caro Sr. Gulbenkian,
Estive há dias nas Janelas Verdes. Era um domingo chuvoso, quase não deu para estar no jardim, mas tudo bem. Há algum tempo que já não visitava a colecção do Museu Nacional de Arte Antiga, sabe? Aqui na Internet, donde lhe escrevo, somos um bocadito preguiçosos para sair de casa. Andamos à procura de digitalizações de quadros, mais ou menos manhosas, no Google Images e frequentemente não passamos disto. E de repente vamos ao Museu e... bolas, não tem nada a ver.
Regalei-me com os retratos, sobretudo com o de D. Mariana d'Áustria, incluído no "lote" de obras que o senhor seleccionou para doar ao Museu de Arte Antiga, poucos anos antes de morrer. É um belíssimo quadro. Quero um penteado daqueles!
Agora a sério, também fiquei fascinada. As cores, aquele aparato todo na cabeça e no vestido, a expressão. Ela teria o quê, uns 16 anos? Parece uma criança. Dizia na legenda que este retrato terá sido pintado por volta de 1650 e na Wikipedia diz que ela nasceu em 1634 - é fazer as contas, que não são difíceis. Difícil é imaginar um casamento aos 15 com um homem quase 30 anos mais velho, D. Filipe IV (III de Portugal, mas depois tramou-se). Enfim, podia ser pior. Ele podia ser 100 anos mais velho do que ela. Divago. Entretanto, a primeira filha que tiveram foi a Infanta Margarita, aquela miúda famosíssima no centro d'As Meninas, de Velásquez, que a bem dizer pintou tudo quanto era retrato oficial da côrte espanhola naquela altura, certo?


Museo del Prado, Madrid. Foto El País

O retrato que está no Prado e o que está nas Janelas Verdes (e o que está no MET em Nova Iorque) é o mesmo, só que num a Mariana d'Áustria aparece de corpo inteiro, noutro só até aos joelhos (imagine-se, por debaixo de toda aquela armação) e, finalmente, em Lisboa, aparece só da cintura para cima (ver primeira imagem do post). Tudo Velásquez. Tudo Velásquez?
É aqui começa a (minha) confusão e era disso que eu lhe queria falar, Sr. Gulbenkian: na legenda do quadro que eu vi, no passado domingo, no palácio das Janelas Verdes, com estes olhinhos que a terra etc., diz que o quadro é do [Juan Bautista Martinez] del Mazo, o tal genro do Velásquez, que trabalhava com ele. Eu também pensava que tinha ficado decidido que era um Velásquez e não um del Mazo (sem ofensa, pessoalmente não tenho nada contra o homem, coitado). Aliás, no catálogo que tenho aqui à mão, de 1994, esta obra é atribuída a Velásquez. E nesta base de dados construída em 2002 pelo antigo IPM (hoje Instituto dos Museus e da Conservação), supostamente oficial, também diz que se trata de um Velásquez. Mas na legenda do quadro no Museu de Arte Antiga está del Mazo! Juro pela minha saúde, Sr. Gulbenkian.
Ando intrigadíssima. O que se terá passado? As outras variantes do retrato de Mariana d'Áustria - as que estão no estrangeiro - são todas Velásquez, mas afinal decidiram este - que é nosso, para todos os efeitos! - é um del Mazo? Quando é que isso aconteceu? Como? Com base em quê? E o Doutor Canton? E o raio-X?
É claro que não me cabe fazer este tipo de investigações (pouco sei de História de Arte), mas adoro estas coisas e sempre tenho algum tempo livre. Vou estando atenta e... se tiver novidades, volto a escrever-lhe.
Melhores cumprimentos,
Sara

quarta-feira

Adho Mukha Svanasana



Meet Mr. Pretzel ©

Ideia para conto policial

Querem matar o Anonimato.

As redes sociais

Perdi 2 "seguidores" no "painel" do Blogger. Antes o meu blog tinha 9 seguidores, agora tem 7. Quem foi que mudou de ideias?

Última hora! (rábula)

Ministério da Administração Interna vai organizar cursos de história de arte e workshops de pintura para a PSP de Braga

sexta-feira

São coisas que podem realmente acontecer©



Das pessoas que começam a falar de «casamento poligâmico» quando se fala em casamento homossexual, eu diria que andam a ver muitos filmes.

©Mood Swing

terça-feira

Não me estou a rir


Hagar Weeping (detail)
Gerbrand van den Eeckhout (early 1640s)
J. Paul Getty Museum

domingo

Zero

Número de vezes que encontrei a palavra "God" referida em The Theory of Intelligent Design: A Briefing Packet for Educators to help them understand the debate between Darwinian evolution and intelligent design, um panfleto elaborado pelo Discovery Institute, "think tank" de criacionistas dissimulados.

Criador = Deus

Gosto do Tiago Cavaco porque, entre muitas outras coisas, é honesto. Estive a reler o que ele escreveu em Setembro de 2006:

(...)vejo o desenvolvimento académico do Intelligent Design como fraco de charme: combate o inimigo com as suas andrajosas armas. Factos, factos e mais factos. Who cares?
O melhor desta crosta terrestre não é a abóbada da racionalidade. O pai não aprecia o seu filho por ele ter boas notas, os casamentos não se mantêm por sustentabilidade estética, o benfiquista não abandona o clube por uma década de fracassos. O meu criacionismo não poderia estar-se mais nas tintas para os factos científicos. E nem sequer é preciso chegar a Santo Anselmo para crermos porque é absurdo (ou Tertuliano, se condescendermos em ser historicamente mais precisos). Basta algum tino existencialista para com a nossa condição.
Deixemos os darwinistas entretidos. Se o Criador os colocou cá, alguma razão Ele há-de ter.

quinta-feira

He thought


Tree of Life

quarta-feira

Espécie com fome

Charles Darwin, num caderno de notas:

De manhã tínhamos apanhado um tatu [anão] que, embora seja um prato excelente quando grelhado na sua armadura, não constitui um pequeno-almoço ou jantar substancial para dois homens com fome.