quarta-feira

Bom Ano Novo

Acabo 2008 sem conseguir activar as caixas de comentários do vidro duplo, não sei se por incompetência técnica minha, se por teimosia do Blogger... não interessa. Pode ser que amanhã.

(o sucesso da operação foi relativo: perdi os links na barra lateral. sorry. perde-se sempre qualquer coisa pelo caminho)

Tolstoi

O meu livro do ano é Guerra e Paz (ed. Penguin Classics, trad. Anthony Briggs). Comecei a lê-lo em Abril, sem pressas, e vou continuar em 2009. Oitocentas páginas volvidas, em tempo de balanços, retrospectivas e repisando os porquês do que correu mal:

«A good player who loses at chess is genuinely convinced that he lost because he made a mistake, and he goes back to the opening gambits to find what the mistake was, forgetting that his every move throughout the whole game involved similar errors, no move being perfect. The mistake that he concentrates on attracts his attention only because it was exploited by his opponent.»

(volume III, parte II, capítulo 7)

Autobiografia sem factos

«Todo o prazer é um vício, porque buscar o prazer é o que todos fazem na vida, e o único vício negro é fazer o que toda a gente faz.» (Bernardo Soares, Livro do Desassossego, Assírio & Alvim, Lisboa, 1998, p.293)

terça-feira

Do Álvaro de Campos, do Alberto Caeiro ou do Ricardo Reis ninguém quer saber

De acordo com a Marktest, actualmente as 10 personalidades mais procuradas na Internet pelos portugueses são: Luciana Abreu (em primeiro lugar), Nereida Gallardo, Ana Malhoa, Soraia Chaves, Jessica Alba, Diana Chaves, Fernando Pessoa, Carla Matadinho, Paris Hilton e Amy Winehouse.

E Deus criou a Mulher


Eva Green

Vão lá ver (com actualizações ao longo do dia). E alguém que ponha creme nas costas da Eva.

segunda-feira

Um ventre profícuo e uma capacidade de organização assombrosa

Família, Igreja, FlorCaveira, um novo blogue... e não dizes nada à gente, Tiago? (via Gustavo Nagel)

As listas dos outros



Não incluem o filme de animação Persepolis, de Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud. (Teve estreia este ano e é uma maravilha.)

domingo

Saudades de Meryl Streep

O maior logro cinematográfico de 2008, mesmo no limite, é Australia, um filme patético a todos os níveis passíveis de enumeração. Anunciá-lo como "o novo África Minha" é de uma desonestidade que devia dar direito a reembolso, com indemnização por danos vários (quase três horas de vida perdidas, fazer de mim parva, irritabilidade, utilização indevida e abusiva da nostalgia do Feiticeiro de Oz, etc.) - apesar da culpa também ser minha, que concordei em embarcar numa viagem de alto risco. Pela vossa saúde, não vão ver.

Não tenho nada para vestir


Maggie Gyllenhaal

O convite foi surpreendente, era irrecusável, e o método muito simples: pensar em mulheres (que acho) bonitas, procurar fotografias sugestivas (humm), legendá-las e enviá-las para publicação no E Deus Criou a Mulher. A ideia do Miguel de deixar a edição (de um dos blogues mais apetecíveis e visitados de sempre) nas mãos de female bloggers tem sido um êxito.

É interessante verificar que o imaginário feminino, embora variado, acaba por convergir na concepção estética do que é a sedução (pela imagem). Há sempre um compromisso entre o que sabemos que os excita, generalizando a entidade eles (e elas também, se quisermos ser polticamente correctos, boring), e o que nós achamos que merece e deve ser apreciado numa mulher. Fazem-se cedências, só até certo ponto. Não mostramos rabos que não tenham feito um bom filme, fantasias de pacote, nem mamilos sem QI ou produções de moda falhadas. Discordam?

Anyway, basta de divagações sobre o desejo de uns e outros, e vamos ao que interessa: na próxima terça-feira, dia 30, quase a fechar o ano, é a minha vez. Espero que gostem.

segunda-feira

Boas festas


Henri Cartier-Bresson, Queen Charlotte's Ball, 1959

Aposto que este ano, mais uma vez, ninguém me vai oferecer meias

Está tudo bem, já tenho os presentes. Doem-me um pouco os pés de tantas voltas, mas desde que vi uma rapariga a andar de muletas cheia de sacos com embrulhos, sem ninguém para a ajudar, proibi-me de reincidir em auto-comiseração por causa das compras de Natal. Estava quase a chegar a minha vez de apresentar ao serviço o cartão multibanco quando vi uma grávida, tão bonita, tão grávida, uma fila de gente sem fim para pagar na caixa, um calor dentro da loja que não se podia, e a grávida, tão bonita, quase a desfalecer. Fiz-lhe sinal para que avançasse, "Cedo-lhe a minha vez", disse eu. Ficou tudo de trombas, as pessoas que na fila estavam atrás de mim e à frente dela. Mas caladinhos. Paciência. Faz-se o que for necessário pelo bem-estar de uma grávida. Ela agradeceu (mais bonita ficou) e não resisti a gracejar, "A barriga é de verdade, não é? Espero que não seja um truque..." Só ela é que se riu, o resto da fila continuou de trombas. Depois na parte dos brinquedos, um pirralho que não tinha mais de 9 ou 10 anos vira-se para a mãe e diz, "Vou levar isto para a não-sei-quantas. Paga tu, que eu dou-te o dinheiro em casa." Está-se mesmo a ver! Nisto liga-me o meu Pai. Tinha-lhe dito que precisava de um disco externo para o meu portátil (back-ups, back-ups). Ele queria saber de que capacidade, quantos gigas. Não sabia bem o que escolher. Pergunta-me então, já um bocado enervado, "Diz aqui no catálogo que há um que dá para toda a Biblioteca Nacional. Achas que chega?" Ehehehe.

Gary Cooper!*



Gosto muito do filme The Fountainhead [Vontade Indómita], dos actores que o protagonizaram e ainda mais do blog do Pedro Duarte Bento. Agradeço a oportunidade para publicar um post que tinha em rascunho há algum tempo e que corria o risco de ficar esquecido. Bate tudo certo. Merry Christmas.

*com uma pitada de Gradisca

sábado

De passagem


Ricard Prince, série "Cowboys", 1983

quarta-feira

Céus


Lara Flynn Boyle

Já viram o peito do maradona? Tão sexy... E eu que continuo com zero presentes comprados. É mais um dia que passa.

terça-feira

Ponto da minha situação natalícia

0(zero) presentes comprados, 0(zero) presentes pensados e uma gigantesca dor de cabeça sempre que penso na inevitabilidade de ter de me enfiar numa qualquer superfície comercial não tarda.

Da outra margem


Praia da Trafaria, Almada


Trafaria


Trafaria


Costa da Caparica


Areal da Costa da Caparica


Costa da Caparica


Costa da Caparica


Antigo Cais Fluvial da Trafaria

Fotografias do Estúdio Mário Novais, originais dos anos 40, disponíveis desde ontem no Flickr Pro da Biblioteca de Arte da Fundação Gulbenkian. Para o maradona.

Adenda: o maradona esclareceu a dúvida que havia quanto à identificação da última fotografia. Não se tratava de Cacilhas, mas sim do antigo Cais Fluvial da Trafaria. O staff deste blogue agradece a atenção.

Matar saudades



Um ano depois, fui ao cinema para (re)ver Viggo Mortensen. Quando Appaloosa estrear em Portugal (Janeiro 2009), hei-de ir outra vez, para ver o filme.

Isto não é arte contemporânea



Ai não? Então é o quê, emoldurar o aquecimento (ainda por cima a funcionar em pleno - estava quentinho), numa casa particular de Madrid, com este magnífico resultado?

sexta-feira

Hasta luego



Eu hoje acordei de mala feita e (continuo) de boa saúde. Tenho escapado incólume às enfermidades que me rodeiam, também por mérito próprio: exposição condicionada (poucas saídas à noite, sempre fortemente agasalhada) e alguma paranóia. Perdoem-me a falta de solidariedade com achaques e febres alheias (melhoras rápidas, é o que vos desejo), mas não podia de maneira nenhuma pôr em risco os meus planos de me reunir nos próximos dias com amigos de longa data, daqueles com quem vivemos momentos-chave da nossa formação pessoal e com quem, mesmo que se passem anos sem haver contacto (a vida dá muitas voltas), foi criada uma cumplicidade eterna. Sou filha única e para mim é o mais parecido que existe com ter irmãos (o que também vem contrariar a teoria absurda, na minha opinião, de que homens e mulheres não conseguem manter uma amizade que não passe pela cama). Por outro lado, com tanta conversa para pôr em dia e níveis de alcoolémia para repor, não sei se vai sobrar tempo para ver museus, que é coisa que não costumo dispensar quando visito grandes cidades (que querem?, manias). Talvez o Jamón... Bom fim-de-semana.

Eu hoje acordei assim...



... amarela e de gola alta. Porque tem sido uma semana de alguma apreensão. Quase todas as pessoas que trabalham à minha volta estão adoentadas (e até a professora de yoga, caramba). Duas delas tiveram, inclusivamente, de ir para casa. Ainda não apresento quaisquer sintomas gripais, mas já estou a sofrer imenso por antecipação. É só uma questão de tempo, I see the whole picture: mais uns dias, até começar a sentir uma impressãozinha na garganta, depois os olhos a arder, a cabeça a latejar... Mas o pior vai ser a tosse. Odeio tosse. (Como se alguém gostasse.) Enfim, aguardemos com serenidade. Se ficar de cama, posso sempre vidrar-me na TV, com as carradas de episódios dos Simpsons e de outras séries que tenho gravadas no meu MEO e às quais não consigo dar vazão durante a semana.

A sugestão do auto-retrato 'simpsoniano' veio da Charlotte. É tão giro, experimentem, meninas Limão, Helena e T. Metatísica. Tu também, Samuel (veremos se bate a capa do Ípsilon de hoje). E o Rui, o Miguel, o Bruno, o Yesterday Man e o Daniel.

Por falar em contágio, enviaram-me (obrigada, MigMag) um link para o MySpace de La Roux, com uma recomendação para a terceira faixa que lá está, "Reflections are Protection". Música de dança melancólica, pegou-se-me ao ouvido, absolutamente contagiante. Senhora enfermeira!