sexta-feira

Not Mayan at all

The structure of the calendar system known as the Thirteen Moon calendar/Dreamspell is basically as follows: It proposes that we use a calendar of Thirteen different Moons of 28 days – presented as the feminine cycle – to which a "day out of time" on July 25 is added to account for the 365 days of a solar year (13 x 28 +1 = 365 days). (...)

How Mayan is then this system? Except for the signs and symbols used in the tzolkin count (260-day count) it is not Mayan at all. To begin with the ancient Maya followed a moon cycle alternating between 29 and 30 days, as did many other peoples, creating a mean of 29.5 days. This is consistent with the female cycle. Yet, many women have, partly because of the perturbations of their cycles due to the artificial lights and artificial hormones present everywhere in the modern world, come to believe that a "normal" period is 28 days. This idea is really a construct of patriarchal medicine that for ages has been frightened by what it has perceived as a magical link between the woman and the full moon cycle of about 29.5 days. Still today many women, as well as also many men, have special feelings linked to their hormones on days of full moon. The Thirteen Moon calendar thus ignores the female natural cycle and seeks to replace it with a mathematical construct of 28 days, that does not correspond to any natural cycle.(...)

Maya, 25 de Julho

Obama takes Berlin



Duzentas mil pessoas, dizem. Nem o Leonard Cohen conseguiu juntar tanta gente em Algés.

sexta-feira

Decreto-Lei nº 40690, de 18 de Julho de 1956


(Construção da Sede, Lisboa, anos 60)

Parabéns!

quinta-feira

EU



A Torre de Babel (Bruegel, 1563) e o edifício Louise Weiss (de 1999), em Estrasburgo.

Barriguinha

Não posso ter 'minis' no frigorífico. Com este calor, em duas semanas dei cabo de um six-pack. Que excesso.

quarta-feira

Bruegel, 1559





He doesn't know why, 2008

terça-feira

Destarte, a baronesa

(...)Era formada em História de Arte, educada pelo selecto Colégio de Odivelas, lia livros, sabia descascar e comer pêssegos, não usava talher nos espargos e, no entanto, exprimia-se destarte. O coronel já desistira de lhe explicar que não ficava bem dizer «não me fodam» às mulheres dos outros oficiais, a meio de um jogo de canasta, sobretudo quando estava a perder. O facto é que, sem saber como nem porquê, fora essa particularidade vernácula que o fizera interessar-se por ela, no baile de debutantes do Casino do Estoril.(...)

Mário de Carvalho, Fantasia para Dois Coronéis e Uma Piscina (Caminho, 2004)

segunda-feira

El corte inglés

Bom em todas as línguas

Ser, o no ser: esa es la cuestión
Si es más noble para el alma soportar,
las flechas y pedradas de la áspera Fortuna
o armarse contra un mar de adversidades
y darles fin en el encuentro.
Morir: dormir, nada más.
Y si durmiedo terminaran
las angustias y los mil ataques naturales
de la herencia de la carne...
sería una conclusion seriamente deseable
Morir, dormir: Dormir, talvez soñar.
Sí, ese es el estorbo; pues qué podriamos
soñar en nuestro sueño eterno
es una consideración que frena el juicio
y da tan larga vida a la desgracia.
Pues, ¿Quién soportaría los azotes e injurias de este mundo
el desmán del tirano, la afrenta del soberbio...
las penas del amor menospreciado,
la tardanza de la ley, la arrogancia del cargo,
los insultos que sufre la paciencia...
pudiendo cerrar cuentas uno mismo con un simple puñal?
¿Quién lleva esas cargas, gimiendo y sudando
bajo el peso de esta vida...
sino el por el temor al más allá...
...la tierra inexplorada
de cuyas fronteras ningún viajero vuelve...
...detiene los sentidos y nos hace soportar
los males que tenemos,
antes de huir hacia outros que ignoramos?
La consciencia nos vuelve unos cobardes,
el color natural de nuestro ánimo,
se mustia con el pálido matiz del pensamiento
y empesas de peso y entidad por tal motivo
se desvían de su curso y ya no son acción.

Interpretado por Kenneth Branagh
Traducido por Ángel Luis Pujante
Subtitulado por Antonio M. Alcázar
Transcrito por mim

Quadradinha

Como se não bastasse, agora foi Rafael Nadal que arrecadou a taça em Wimbledon (com a sua 'dobradinha' particular, depois de ter conquistado Roland Garros). Mas há mais: «o homossexual mais bonito da Europa», eleito anteontem na Hungria em lugar semi-secreto, segundo apurou o jornal Público, também é espanhol. Nuestros hermanos estão imparáveis.

domingo

Dobradinha espanhola



Campeões europeus de futebol e campeões mundiais no assassínio de filmes, por dobragem.

Gravidade da situação

Detesto correr e não há sutiã "desportivo" que me faça mudar de ideias. Já para não falar dos meus pobres pulmões.

sexta-feira

In a canyon


Henry Fonda de bigode, como Wyatt Earp

- Have you ever been in love, Mac?
- No. I've been a bartender all my life.

My Darling Clementine (John Ford, 1946)

domingo

Kind of sad

A propósito de um vídeo no Youtube de um concerto dos Magnetic Fields em Cambridge, há quatro anos (com o Stephin Merritt muito mais magro do que actualmente, como eu o compreendo...), encontrei o seguinte comentário:

The crowd laughter bugs me. I mean, sure, these songs are witty and clever, but it just kind of cheapens the songs when they laugh after every goddamn line. Part of the coolness about the Fields is that they handle serious issues with a self-deprecating attitude. But, the issues are still clearly serious. Here, the audience just makes it all seem like a joke, which is kind of sad.

Senti exactamente o mesmo esta quinta-feira, na Aula Magna, e na maior parte dos espectáculos, incluindo cinema, a que assisto hoje em dia. As pessoas já não sabem sorrir.

Adenda: Ah! Também tenho culpas no cartório. Mas pelo menos, vá lá, a minha memória não é curta...

sábado

Distância e Proximidade



O filme Hiroshima Meu Amor vai ser projectado em película (cópia da Cinemateca Portuguesa) no Anfiteatro ao Ar Livre da Fundação Gulbenkian, na próxima sexta-feira, 4 de Julho, às 22h. Bilhetes a 3 €uros.

Clandestina

Gostava de dar uso a isto, mas continuo sem saber como.
Trabalho é trabalho, conhaque é conhaque?
Não necessariamente.

O amor da leitura diária

Em Fevereiro de 2004, o Pedro Lomba, que começou por escrever n'A Coluna Infame, anunciou que ia acabar com o blogue (uni)pessoal que mantinha, Flor de Obsessão, e que os arquivos iriam desta para melhor. Vai daí o Ivan Nunes (quando ainda o era) decidiu fazer serviço público, transcrevendo uma selecção de posts do Lomba, para assim salvar, da limpeza implacável que se avizinhava, alguns dos seus melhores textos na internet. Entretanto,

O Pedro Lomba pediu-me que parasse de transcrever posts dele: tem medo que isto comece a «expô-lo ao ridículo». Hesitei, mas não lhe faço a vontade.
Primeiro, por causa de uma referência bibliográfica: sugiro-lhe que pegue num livro que ele leu devotamente, O Anjo Pornográfico, de Ruy Castro, e consulte a pág. 272. Lá está, dez linhas a contar do fim, inequivocamente Nelson Rodrigues:
«Só os imbecis têm medo do ridículo. Considero um soturno pobre-diabo o sujeito que não consegue ser ridículo de vez em quando.»
Segundo, encontrei hoje uma leitora que espontaneamente me agradeceu a selecção de posts do Lomba que tenho vindo a publicar. Podia pensar-se que entre o desejo do autor e o desejo de uma leitora eu devesse preferir o primeiro; mas é o contrário. A leitora gosta genuinamente do Flor de Obsessão; o Pedro Lomba, nem tanto. O Lomba chega a manifestar intenções assassinas: diz que pretende apagar, erradicar, extinguir para sempre o seu próprio blog. A leitora dá-nos o amor da leitura diária. Teremos o direito de hesitar entre uma pessoa que ama e outra que planeia um assassínio? Não temos.(...)


A leitora era eu.

(para o Pedro Lomba)

segunda-feira

Casos de sucesso

sábado

Sequência desilusão

Arriscar, perder. Arriscar, perder. Arriscar, perder. Arriscar, perder. Arriscar, perder. Arriscar, perder. Arriscar, perder. Arriscar, perder. Arriscar, perder. Arriscar, perder. Arriscar, perder. Arriscar, perder. Arriscar... e perder.

Às tantas dá vontade de uma pessoa não ir mais a jogo.