terça-feira

Vigorosamente



«I have been a waitress, and I was a damn fine waitress too, let me tell you.» - Jessica Lange, em entrevista, Abril de 2006.

Em cima, stills do tórrido The Postman Always Rings Twice, filme de 1981 (damn fine!) em que contracena com Jack Nicholson.

«The film is most famous for the love scene on a kitchen table which was so intense that many believed that Lange and Nicholson were really having sex on screen. However, this was vigorously denied by all involved.» - da Wikipedia, claro.

segunda-feira

Uma-thurmanish



Em bom rigor, não foi por causa da actriz Sarah Polley (na foto) - também realizadora - nem por Wim Wenders que fui ao cinema ver Don't Come Knocking (ele e o Sam Shepard que me perdoem), embora Polley tenha qualquer coisa... E alguém que tenha visto o filme (já) com dez anos The Sweet Hereafter, de Atom Egoyan, não se esquece dela. Tão pouco a minha ida ao Monumental num sábado à noite se deveu à presença de Gabriel Mann (lindo, sobretudo na performance de bar, quando interpreta uma bela canção) no elenco. A única coisa que eu sabia é que ia ver Jessica Lange, de quem tinha saudades. Para mim, continua "uma mulheraça". Absolutamente extraordinária, sempre.

(Perguntaram-me se valia a pena ver o filme. Enfim, tem o Tim Roth como investigador neo-nerd, tem a fotografia inspirada pela luz e ambientes Edward Hopper e o cenário western. Nice mas não é nenhum Paris, Texas.)

sexta-feira

Solo


Yves Klein, Saut dans le vide, Paris, 1960
Foto(montagem) de Harry Shunk

Não me canso dos 'clássicos'.

Let's face it

(...)
Accusing all modern art of being left-wing probably doesn’t get us very far. What might be more useful is to ask whether there is a dominant consensus when it comes to political attitudes in modern art today. Is art good at presenting alternative perspectives and shaking our worldviews, or does much of it congratulate us on our prejudices?
(...)
Although the political compass is changing, so-called radical artists usually stick to what’s comfortable. It’s very easy to be anti-Bush these days, but try being anti-recycling.
(...)
As many critics would accept, it’s a tough challenge to bring politics into art without losing some subtlety. It is a very rare thing for artists to hit the right political note without their work looking like a simplistic didactic message.
(...)
Which is why it is hard not to feel a sense of relief when fine artists today avoid bringing politics into their work, especially when you know how bad their politics can be. Thank god for a bit of apolitical postmodernism, one might say.(...)


Excertos de um artigo intitulado Is modern art a left-wing conspiracy? (via Arts & Letters Daily)

Da prática

Letra de Forma: crítica e opinião de Augusto M. Seabra, a partir de agora em forma de blogue.

quinta-feira

Da abstracção



Criação: à esquerda, Adam (1951-2), à direita, Eve (1950), embora não tenha registado se é assim que estão dispostas as duas telas (a primeira de dimensões maiores do que a segunda) de Barnett Newman, na Tate Modern. Como eu gostei de olhar para elas. Até mais do que para as de Rothko, resguardadas numa sala própria, com luz insuficiente, pareceu-me (excesso de zelo do museu?).

Deixei-me absorver pela cor.

Do sono

Encontrei agora mesmo uma música, kind of soothing, mp3 que estava a monte no meu computador. É de uma das minhas bandas preferidas e faz parte do álbum "See You On The Moon! Songs For Kids Of All Ages", vários artistas, de 2006.


Hot Chip, I Can't Wake Up

(para o neto cuja avó não voltou a acordar)

terça-feira

Como é que fazem os Lobos?




Norberto Lobo, Mudar de Bina (Bor Land, 2007)

O rapaz (geração de 80) compõe música e toca guitarra maravilhosamente (sem qualquer parentesco com os "virtuosos" enervantes - já se vê que não os aprecio muito). Quando na pele de Norman, com o irmão Manuel Lobo e João Lobo, Norberto dá-lhe no rock experimental (como dizem os entendidos), em todo o seu esplendor. A solo e ao vivo, o Nor(berto) é encantador. O último concerto dele a que assisti, no palco do Maxime, com um galo de barcelos bordado a lantejoulas na cortina em fundo (e sobretudo Paredes), foi um primor de "portugalidade" e educação musical (e sentimental, porque não).

[O final da ronda nacional de apresentações a solo será na ZDB, em Lisboa, dia 8 de Dezembro. Ainda sobre este Lobo em particular, ver clipping exemplar, post atrás de post, no blogue do Daniel.]

O disco Mudar de Bina, com o quadro de João Abel Manta, é lindo por dentro e por fora. Esquece o Queijo da Serra, o bacalhau e os pastéis de nata, digo eu com os meus botões. (Mas não esqueças o volume de SG Ventil.) Neste momento não me ocorre melhor presente para levar na mala do que este disco.

London calling, be right back.

Chapter 1... doesn't go into detail



Por causa do vídeo que estava há uns dias n'A Causa Foi Floreada (atenção ao link novo), tenho passado horas no Youtube a ver tudo o que apanho do Ricky Gervais. Este excerto é do espectáculo "Animals" (2003), a partir (d)o Livro do Génesis.

E Deus criou as correntes blogosféricas

Olá, Miguel. 5ª frase completa da página 161 do livro que estiver mais à mão? Olha que sorte, tenho aqui um que preenche todos os requisitos: ao meu alcance (esperemos que também intelectualmente, oh my god, que ainda só vou no início) e com pelo menos 161 páginas.

If only, as a young man, Jack's way of expressing himself had been a tad sprightlier...

- perdão? -

...a tad sprightlier, a shade more people-friendly (if one could have imagined, even abstractly, the possibility of having a beer with him), he too might have been a public person in the manner of Monty Kipps, or like Jack's own late father, a senator from Massachusetts, or like his brother, a judge.

Aleatório por aleatório, e se fosse da página 261?

This was a strange question to ask in front of everybody.

A-ah! Página 361?

He blew a large smoke ring into the air and then another one that fit into that.

O livro acaba às 443. Ohh...



Passo a bola a quem me ofereceu este belo objecto da Penguin Books na semana passada (obrigada), um rapaz que está a viajar e que não tem blogue. We'll always have email.

(para o Mig Mag)

De sigano a cicrano

Olá, Samuel. Se alguma vez leres a 3ª edição de "A Mancha Humana" (Philip Roth) lançada pela Dom Quixote, não te surpreendas ao chegar à página 229 e...

Não sou capaz de ir e ver lá o nome de Fulano e Cicrano. Não, nem pensar. Não sou capaz.

Sicrano! Estas coisas deixam mancha, quer dizer, marca.

domingo




SOY UN CABALLO (com Bonnie Prince Billy), Passer des jours

terça-feira

Gestão do quotidiano

«Agora vamos ouvir o tema X da banda Y, a seguir as notícias, o programa de Z, e depois logo se vê.»

(esta manhã em 102.6 fm)

segunda-feira

Devagarinho


TORTOISE, i set my face to the hillside, ao vivo em Bruxelas, 2002

[A propósito do concerto em Lisboa (também vão tocar no Porto) de The Sea and Cake, projecto paralelo de John McEntire (Tortoise), dia 27 de Outubro, na Galeria Zé dos Bois... Há quem jure que o nome de uma das minhas bandas preferidas, de Chicago, se pronuncia à francesa - Tôrrtuahze - mas eis que surge a prova que desmente semelhante palermice pseudo-intelectual. Para que não restem dúvidas, é ouvir os primeiros segundos deste profile, narrado pelo próprio John McEntire.]

Como diz um user do YouTube, «Tortoise make me feel cooler than I really am».

sábado

Língua-fetiche

Darling and Charming went for a walk. Then she offered him a drink; they kissed.

(to be continued)

terça-feira

passa tempo

VIDRO DUPLO

VIL PUDOR ©

DR IPOD LOV U

LOUVOR DID P

DILDO OU RPV

PROL DUVIDO

domingo

Chinatown Dell'Arte



actualidade(s)

quarta-feira

Público

(...)Um momento "prenúncio de morte"? Não, que disparate: desde que se nasce que tudo é prenúncio de morte.(...)

quinta-feira

Inside-out



Umas vezes os textos lembram textos, outras vezes as imagens lembram imagens. O post Op' de 01-Jul-2007 fez-me lembrar esta foto de um vestido numa montra de Manhattan, que tirei em Out/2003 e que segue em anexo. (jj.amarante)

Certezas existenciais

A Sara Pais que se encontra aqui não sou eu. E aqui idem.