sábado

Língua-fetiche

Darling and Charming went for a walk. Then she offered him a drink; they kissed.

(to be continued)

terça-feira

passa tempo

VIDRO DUPLO

VIL PUDOR ©

DR IPOD LOV U

LOUVOR DID P

DILDO OU RPV

PROL DUVIDO

domingo

Chinatown Dell'Arte



actualidade(s)

quarta-feira

Público

(...)Um momento "prenúncio de morte"? Não, que disparate: desde que se nasce que tudo é prenúncio de morte.(...)

quinta-feira

Inside-out



Umas vezes os textos lembram textos, outras vezes as imagens lembram imagens. O post Op' de 01-Jul-2007 fez-me lembrar esta foto de um vestido numa montra de Manhattan, que tirei em Out/2003 e que segue em anexo. (jj.amarante)

Certezas existenciais

A Sara Pais que se encontra aqui não sou eu. E aqui idem.

terça-feira

Não há condições

Il n'y a plus de déserts. Il n'y a plus d'îles. Le besoin pourtant s'en fait sentir. Pour comprendre le monde, il faut parfois se détourner; pour mieux servir les hommes, les tenir un moment à distance. Mais où trouver la solitude nécessaire à la force, la longue respiration où l'esprit se rassemble et le courage se mesure? Il reste les grandes villes. Simplement, il y faut encore des conditions.

São as primeiras linhas de L'été (edição da Gallimard a 2€), uma colecção de textos de Camus, comprada no Verão passado e que ficou por ler. Também não vai ser para já, porque ainda não acabei com o Roth - my problem, not his. E passe o excerto em francês.

Encadeada pel'A Divina Desordem... (re)Li recentemente algumas páginas de On Photography, de Susan Sontag, Gilgamesh, numa versão de Pedro Tamen, e um ensaio de Peter Sloterdijk (em português, que em alemão não íamos lá nem com uma lupa) incluído em O Estado do Mundo. Assim se faz uma lista (pouco aldrabada) de cinco livros, meio lidos, meio relidos, aos zigue-zagues. Não tenho condição para mais do que isto.

Passamos a bolinha ao Luís, à Susana, ao Francisco, ao Daniel e à Batukada, mas todas as desculpas são boas para não a apanharem.

domingo

Op'

quinta-feira

Medicação recomendada


Justice, "D.A.N.C.E."

Casal de depressivos

- E se for menina, como é que lhe vão chamar...?
- (a duas vozes) Neura.

sábado

Narcóticos



Os "Super-Rocks", e os festivais de música em geral, são cansativos, a multidão empurra-nos, aperta-nos, entorna-nos cerveja por cima, grita ao nosso lado. Mas de vez em quando tem de ser, e nada me move mais do que a antecipação de bons concertos. Como não aguento três dias daquilo, opto por Interpol (até que enfim em Portugal!), dia 5 de Julho. Como bónus nada despiciendo, TV on the Radio e The Gossip, entre outros, na mesma noite. (No vídeo, Interpol a tocar ao vivo "Narc".)

Allegretto

Uma das últimas apresentações da Orquestra Gulbenkian a que assisti, em final de "temporada", foi dirigida pela Maestrina Joana Carneiro. Não sou habituée de concertos de música clássica e nunca tinha visto uma Mulher-Maestro em acção. Fiquei fascinada. (Diz que estava também em palco um violoncelista virtuoso, convidado como solista, pormenor que me passou ao lado... Só tive olhos para ela.) O repertório era bom (semanas antes vi um concerto em que "Suite de Il gattopardo" de Nino Rota fazia parte do programa), como suponho que serão todos. Mas o que me impressionou foi o equilíbrio entre força e graciosidade, gestos largos peculiares, a elegância, a simplicidade, e a leveza extraordinária da Maestrina - para o que contribuía a sua figura esguia, vestida de comprido, de escuro, discreta, sapatos rasos - com os pés bem assentes no chão. Parecia uma bailarina. A minha comoção atingiu o máximo durante o segundo andamento da Sinfonia Nº 7, de Ludwig van (designação "kubrickiana"). Quando cheguei a casa fui procurar a minha colecção das 9 Sinfonias de Beethoven, num cantinho da estante com pó. Pus a tocar a mesma composição, mas pela Berliner Philharmoniker, dirigida por Herbert von Karajan. Não me soou a mesma. Qualquer dia começo a perceber destas coisas.

(Passe a publicidade, dia 30 de Junho e 1 de Julho, sábado e domingo, às 20h e às 21h30, respectivamente, a Maestrina Joana Carneiro vai dirigir a Orquestra Gulbenkian no anfiteatro ao ar livre da Fundação Calouste Gulbenkian. Se não chover, claro. Buuu...)

Soft-feelings

Irrito-me, zango-me, arregalo os olhos e excedo os limites recomendados de assertividade. Contudo, nunca guardo ressentimento: ocupa muito espaço.

Ken

Would you believe that Barbie's boyfriend's name means (1) vision, foresight, knowledge - or (2) a house where unsavory characters gather (British criminal argot)?

in Maravilhas de www.yourdictionary.com

E se de repente um (des)conhecido te deixar K.O.?

- ...
- Como é que se chama o teu blogue?
- Hum... Vidro Duplo.
- Ah, ok.
- É uma coisa incipiente.
- Comparado com o quê? Dostoievski?

Com simpatia, arrumou-me. Nice to meet you!

Post atrás de post

Tudo o que você sempre quis saber sobre B.B., o Daniel conta.

domingo

Rapazes bestiais



Tu vais ao concerto de hoje; eu vou ao de amanhã ("A Gala Event – Exclusive Instrumental Show", Beastie Boys na Aula Magna). Beijos.

sábado

Ontem deitei-me assim...

Each day drags by until finally night time descends / on me

... a cantar o que tinha ouvido umas horas antes numa adaptação a seis vozes, em Winch Only: um espectáculo de teatro em inglês, francês e alemão (legendado), que entre outras coisas - divertido e "exigente", com texto denso, cenário de luxo e óptimos actores - é muito musical, repleto de árias, Mireille Mathieu (uma obsessão) e ainda um tema pop-rock melancólico que permanece no (sub)consciente, original de uma banda "oldie". I go to sleep...

sexta-feira

Toque artificial

É natural, naturalíssimo, e muito escuro. Não pinto o cabelo há anos e poucas vezes na vida o fiz. «Põe algum químico?», perguntou-me o cabeleireiro enquanto observava a reacção no espelho - um esgar de horror - e se preparava para pegar na tesoura. «É que parece cabelo de boneca...», disse por fim a tentar disfarçar o embaraço. Eu sorri. Depois fez-me um corte geométrico, de grande precisão, como no Japão. E calou-se.

quarta-feira

Apocrypha