Ken
Would you believe that Barbie's boyfriend's name means (1) vision, foresight, knowledge - or (2) a house where unsavory characters gather (British criminal argot)?
in Maravilhas de www.yourdictionary.com
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posted by sara at 17:50
- ...
- Como é que se chama o teu blogue?
- Hum... Vidro Duplo.
- Ah, ok.
- É uma coisa incipiente.
- Comparado com o quê? Dostoievski?
Com simpatia, arrumou-me. Nice to meet you!
posted by sara at 17:36
Tudo o que você sempre quis saber sobre B.B., o Daniel conta.
posted by sara at 17:17

Tu vais ao concerto de hoje; eu vou ao de amanhã ("A Gala Event – Exclusive Instrumental Show", Beastie Boys na Aula Magna). Beijos.
posted by sara at 14:17
Each day drags by until finally night time descends / on me
... a cantar o que tinha ouvido umas horas antes numa adaptação a seis vozes, em Winch Only: um espectáculo de teatro em inglês, francês e alemão (legendado), que entre outras coisas - divertido e "exigente", com texto denso, cenário de luxo e óptimos actores - é muito musical, repleto de árias, Mireille Mathieu (uma obsessão) e ainda um tema pop-rock melancólico que permanece no (sub)consciente, original de uma banda "oldie". I go to sleep...
posted by sara at 18:12
É natural, naturalíssimo, e muito escuro. Não pinto o cabelo há anos e poucas vezes na vida o fiz. «Põe algum químico?», perguntou-me o cabeleireiro enquanto observava a reacção no espelho - um esgar de horror - e se preparava para pegar na tesoura. «É que parece cabelo de boneca...», disse por fim a tentar disfarçar o embaraço. Eu sorri. Depois fez-me um corte geométrico, de grande precisão, como no Japão. E calou-se.
posted by sara at 00:25
... aaahh, tarde demais. Já passa da meia-noite.
posted by sara at 13:19
Comprei umas sandálias de verniz vermelho e um livro de Philip Roth (novidade cá em casa), para alternar com Balzac nas próximas semanas. Este será o primeiro (e possivelmente o último) post da série "A mulher de quase trinta anos".
posted by sara at 23:57
O meu blogue sabe do outro desde o início. Sabe que o caso é sério e que pode durar meses. O meu blogue tem uma pontinha de ciúmes.
posted by EdM
posted by sara at 12:46
"Hipótese: o cinema é uma vigarice (Godard) que pode ser superada." - João César Monteiro
Luís Miguel Cintra como Lívio em Quem espera por sapatos de defunto morre descalço, 1970
(...)No ano seguinte, estimulado por algumas boas vontades (saudades), resolvi repegar no projecto «Quem espera por sapatos de defunto morre descalço», cujas filmagens se arrastaram ao longo de dois anos. Numa altura em que eu já deitava o filme pelos olhos, a Fundação Gulbenkian concedeu-me (obrigadinho) um subsídio de $$$$$$$$$$$$$$$$... 180 contos, divididos em 3 prestações. Aqui, tive a tentação de dar uma volta. Pedi ao Vasconcelos para filmar dois planos que faltavam ainda ao filme, e fui. Itália e a inevitável Paris. Esgotada a finança, voltei para acabar o filme, receber a última prestação e partir outra vez, ora de comboio, ora à boleia, consoante a inspiração: Barcelona, Marselha, Florença, Milão, Como, Cernobbio, Paris.
Entretanto, o filme começou por ser relativamente mal recebido junto do Mecenas (quereriam ópera por 180 contos?), continuou, pateado num festival no Sul de Espanha e foi friamente acolhido pelos críticos presentes em Nice, aquando da chamada Semaine du Jeune Cinéma Portugais. Foi pena, porque me teria dado jeito, sobretudo no que toca à fruição de algumas benesses locais, mas já que não pôde ser, paciência! Tirando isso, aproveitei a estadia niceoise para comprar um lindo fato de banho de duas peças com a nota de 100 francos que o João Bénard me emprestou(...)
J.C. Monteiro, daqui.
posted by sara at 16:28

As I walked out one evening,
Walking down Bristol Street,
The crowds upon the pavement
Were fields of harvest wheat.
And down by the brimming river
I heard a lover sing
Under an arch of the railway:
«Love has no ending.
I'll love you, dear, I'll love you
Till China and Africa meet,
And the river jumps over the mountain
And the salmon sing in the street.
I'll love you till the ocean
Is folded and hung up to dry
And the seven stars go squawking
Like geese about the sky.
The years shall run like rabbits,
For in my arms I hold
The Flower of the Ages,
And the first love of the world.»
But all the clocks in the city
Began to whirr and chime:
«O let not Time deceive you,
You cannot conquer Time.
In the burrows of the Nightmare
Where Justice naked is,
Time watches from the shadow
And coughs when you would kiss.
In headaches and in worry
Vaguely life leaks away,
And Time will have his fancy
To-morrow or to-day.
Into many a green valley
Drifts the appalling snow;
Time breaks the threaded dances
And the diver's brilliant bow.
O plunge your hands in water,
Plunge them in up to the wrist;
Stare, stare in the basin
And wonder what you've missed.
The glacier knocks in the cupboard,
The desert sighs in the bed,
And the crack in the tea-cup opens
A lane to the land of the dead.
Where the beggars raffle the banknotes
And the Giant is enchanting to Jack,
And the Lily-white Boy is a Roarer,
And Jill goes down on her back.
O look, look in the mirror,
O look in your distress:
Life remains a blessing
Although you cannot bless.
O stand, stand at the window
As the tears scald and start;
You shall love your crooked neighbour
With your crooked heart.»
It was late, late in the evening,
The lovers they were gone;
The clocks had ceased their chiming,
And the deep river ran on.
W. H. Auden, 1940
posted by sara at 23:22
Não fazemos o que queremos; fazemos o que podemos.
Hoje à noite fui ao cinema.
Daft Punks' Electroma, um poema sem palavras... uma experiência cinematográfica... um filme (secção Laboratório), da dupla de música electrónica Guy-Manuel de Homem-Christo (uau) e Thomas Bangalter. (Têm todo o ar de ser amigos de Vincent Gallo.) Electroma não tem música dos Daft Punk. Tem Brian Eno e outros que não identifico. Passou no Indielisboa, anfiteatro do cinema São Jorge, sem legendas, porque não tem diálogos. Tela enorme. Dois robots que querem ser humanos - não posso contar o fim. 4 estrelas. Volta a passar na próxima quinta-feira, às 21h30, sala 3 do São Jorge.
A seguir à projecção, vi Hal Hartley na varanda.
posted by sara at 00:39
"...it isn't only what is being said, but how these messages are being delivered. Typography is not simply a frou-frou debate over aesthetics orchestrated by a hidden coterie of graphic-design nerds."
Via Arts & Letters Daily, fiquei a par do 50º aniversário da... Helvetica. O MoMA comemora o acontecimento com uma exposição, de Abril 2007 até Março 2008.
Serifs são as pequenas hastes que ficam penduradas nas extremidades das letras, como no título e corpo de texto do meu blogue. Diz-se que as fontes com esta característica tipográfica facilitam a leitura, "pois as serifas tendem a guiar o olhar através do texto. O ser humano lê palavras ao invés de letras individuais, assim as letras serifadas parecem juntar-se devido aos seus prolongamentos, unindo as palavras. Por outro lado, as fontes sem-serifa costumam ser usadas em títulos e chamadas, pois valorizam cada palavra individualmente e tendem a ter maior peso e presença para os olhos, já que parecem mais limpas." - WIKIPEDIA
Só um mau texto é que nem com "serifas" se salva.
Entretanto, este mês também faz 30 anos (tal como eu em Maio próximo) que o GUARDIAN, por ocasião do Dia das Mentiras, fez muito boa gente acreditar que existiria uma "ilha-nação" chamada San Serriffe, colonizada por espanhóis e portugueses, cuja capital "actualmente" seria Bodoni.
(...)GOVERNMENT: For many years following independence in 1967, San Serriffe had an autocratic form of government under military strongman General Pica. However, democratic elections were held in 1997. The winner was the charismatic Antonio Bourgeois.
CULTURE: Among the cultural highlights of life in San Serriffe are:
- The Cult of the Sonorous Enigma
- The Festival of the Well-Made Play
- The Ampersand String Quartet
The relaxation of the islands' strict anti-pornography laws under the Bourgeois government has led to the publication of a series of risqué novels by Serriffean journalists, collectively referred to as the "Times Nude Romances".(...)
Como dizem os anglo-saxónicos, I rest my case.
posted by sara at 19:48
Uma banda com este nome só podia ser de Brighton... »»»»»»»» Ali à direita pode-se ouvir "Collarbone". Como é que eu poderia não simpatizar com um trio inglês (gira-discos de marca Fujiya + personagem do filme "The Karate Kid" = soa japonês) que toca uma música chamada "Clavícula"? E que dizer do disco "Transparent Things"? Nabokov não se deve ter importado que lhe roubassem o título de um dos seus livros:
In matters of art, 'avant garde' means little more than conforming to some daring philistine fashion, so, when the curtain opened, Hugh was not surprised to be regaled with the sight of a naked hermit sitting on a cracked toilet in the middle of an empty stage. »»»»»»»» I gotta read this.
posted by sara at 20:19
Andava à procura de vídeos do Momus e encontrei esta gata asiática. Não sei se ele terá escrito a música "Good Morning World" (1995?) de propósito para ela. Seja como for, Kahimi Karie tem, ou já teve, bastante sucesso em Tóquio, no estilo Shibuya (cf. Cibo Matto e Pizzicato Five). Eu hoje ia comprando o Chiado inteiro (e arredores). Estava com uma paciência extraordinária para experimentar roupa e sapatos. Mas estou a desviar-me do assunto central: Momus (que também bloga) é um grande entendido em Orientalismo e pela-se pelo Outro (private joke).
posted by sara at 19:51