sábado
quinta-feira
Mi and L'au
(...)They fell deeply and immediately in love, and after a short period of moving from apartment to apartment in Paris, they gave everything up and decided to move to the woods in Finland, so they could be alone together in peace and spend their time discovering each other and their music.
Isto é tudo muito bonito, incluindo o resultado artístico. Mas pergunto-me: vivem de quê? Concertos na ZêDêBê?
posted by sara at 23:48
Para mais tarde recordar (RTP Memória)

Sincero agradecimento, beijos e abraços, à minha adorada amiga e adorável "(ex-)chefe", Filipa Reis. E ao Gil, que faz anos hoje.
posted by sara at 23:18
(embarassing institutional) Default
Enviar emails do meu novo endereço electrónico para familiares, amigos e conhecidos, sem ser por razões estritamente profissionais, talvez não seja boa ideia, sob pena de ser gozada por causa do remetente. É claro que não fui eu que lá escrevi "Consultora" entre parênteses, a seguir ao meu nome.
(fora do horário laboral, "consultas", só com marcação especial)
posted by sara at 23:13
segunda-feira
Miss Simpatia

Grande animação! Esta leitora do blogue Ainda Não Está Escuro agradece, retribui e redistribui: uma óptima semana a todos, e a alguns em particular.
posted by sara at 22:59
sábado
Go ahead, make fun, I'm not telling
- Não ouviste nada do que eu disse, pois não?
- Não.
- Estás a pensar em quê?
- Numa pessoa.
- Quem?
- Uma pessoa.
- Uma pessoa?
- Sim.
- Ah, já percebi... Não é cão nem gato.
posted by sara at 20:46
Electro-clash brasileiro de Lux(o)
Concertos de CSS, 3 e 4 de Abril, em Lisboa.
posted by sara at 20:38
quinta-feira
Pop'zinha: Scots Vs Swedes
Quando comecei a ouvir "You can't hurry love", pensei que fosse Camera Obscura, pela voz. Afinal era The Concretes. Ela por ela.
posted by sara at 22:59
sms
Alguém do Brasil veio parar ao meu blogue à procura do número de telefone de Joaquin Phoenix. Lamento, caro/a visitante, mas só tenho na agenda telefónica os números que realmente me interessam. E neste momento está completa.
posted by sara at 22:53
segunda-feira
O Oscar não sabe o que perde(u)

Ryan Gosling, em HALF NELSON
What's the story behind the title?
A "half nelson" is a wrestling move, and we were making a movie about a lot of characters that were wrestling with different parts of themselves and the problems in their world. So we thought it was an appropriate metaphor. It's also a Miles Davis tune that we thought we'd throw in.(...)
Actor principal e banda sonora (Broken Social Scene) muito recomendáveis. Não são só os Arcade Fire que dão prestígio ao Canadá.
posted by sara at 00:12
quinta-feira
Ab Fab
Não assisti a nada em directo nem em indirecto, mas no rescaldo do rescaldo os apontamentos da Triciclo Feliz sobre o tapete vermelho (e o resto) são obrigatórios.
O meu YAY vai para Cate Blanchett:

posted by sara at 23:52
domingo
Bermaniana
Hoje passei algumas horas a ouvir Joanna Newsom (que querida, tão erudita, aqui com a harpa e as suas roupinhas folk, num concerto a meias com o namorado.) Não me apetece ouvir mais, e a vizinha agradece. Regresso a Silver Jews, à música em que fiquei ontem, antes de sair para jantar:
We're gonna live in Nashville and I'll make a career
Out of writing sad songs and getting paid by the tear
Marry me and leave Kentucky
Come to Tennessee
'Cause you're the only ten I see
You're the only ten I see
posted by sara at 19:38
Separadas à nascença?


No YouTube comenta-se que têm vozes parecidas. Pior ainda, diz-se que Joanna Newsom é autista e "semi-retarded". Permitam-me discordar. Child-like, she's just too good to be true.
posted by sara at 19:23
Estado de Graça
L'Amore (que vi esta quarta-feira na Cinemateca), de Rossellini, divide-se em duas histórias, ambas protagonizadas por Anna Magnani. Começa com a mise-en-scène (não toco piano, mas falo francês) do monólogo escrito por Jean Cocteau, La Voix Humaine - livro que não estou a encontrar na estante. Se o tiver emprestado a alguém que esteja desse lado, pede-se o favor de... É uma tragédia. (O texto teatral, não o facto de eu desconhecer o paradeiro do meu livro.) O discurso pelo telefone da mulher desesperada mete dó. Foi abandonada pelo amante, que a trocou por outra. Ele está do outro lado da linha, mas apenas se subentende o que diz. Ela agarra-se ao fio do aparelho, como se a vida dependesse disso. É angustiante. Um grande desempenho de Anna Magnani. Porém o meu constrangimento falava mais alto. Já estava com pressa de chegar à segunda história, que foi o que me levou naquele dia à Barata Salgueiro.
Em Il Miracolo, Nannina é a maluquinha da aldeia que quando está a guardar as cabras na montanha julga ter uma aparição de São José (interpretado por Federico Fellini, magnífico!). Como é óbvio, "São José" não é São José. É uma criatura de carne e osso, que apareceu por ali, e que silenciosamente se deixa ficar a ouvir o delírio de Nannina. Vai-lhe tirando as medidas, enquanto ela fala, e passa-lhe a garrafa de vinho para as mãos. Ela, ingénua, vai dando uns goles. Com os vapores etílicos, começa a ficar tonta e encalorada. O delírio aumenta. Está no Paraíso e às tantas não vê mais nada, desmaia com o êxtase. Fica completamente à mercê do homem. Na cena seguinte, "São José" desapareceu. De volta à aldeia, Nannina relata o milagre. Pois sim, dirão os outros habitantes. Meses depois, descobre-se que está grávida. Nannina acredita piamente que foi abençoada com uma concepção imaculada, que Deus a encheu de Graça. É a chacota da aldeia. Nannina foge. Alienada, acaba por dar à luz numa capela, no alto da montanha, sem ninguém por perto. Feliz.
Um filme extraordinário (realizado por Rossellini, com uma história produto da imaginação de Fellini). Mas o que para mim foi mais extraordinário foi a personagem não me ter inspirado piedade. Até senti uma pontinha de inveja. A sua crença é tão profunda, tão libertadora. Ela acredita, é quanto baste. L'Amore.
"O que importa é a fé dos homens. Nada mais conta. O resto é a superficialidade dos homens."
posted by sara at 18:36

