Condição humana urbana
E à noite, recolhe-se o lixo.
A meio do exame a ginecologista comentou embevecida:
«O seu colo do útero é lindo.»
(não-autobiográfico)
posted by sara at 02:53

Monstra Niliaca Parei
Ulisse Aldrovandi, natural de Bolonha. Uma simpatia.
(Conheci-o ontem na biblioteca, quando folheava uma revista.)
posted by sara at 19:13
| Who Should Paint You: M.C. Escher |
![]() Open and raw, you would let your true self show for your portrait. And even if your painting turned out a bit dark, it would be honest. |
posted by sara at 14:29
«Kirkland was a student of Lee Strasberg and a member of the Andy Warhol coterie. She began acting Off-Broadway in 1962, and has been said to have been the first actress to appear nude in legitimate theater, in a 1968 production of Sweet Eros.»
O que a Wiki não refere é a participação de Sally Kirkland em Coming Apart (1969), longa-metragem de Milton Moses Ginsberg exibida no último Indielisboa na secção "Director's Cut". O filme não estava a concurso, mas decidi atribuir-lhe uma menção especial.
P.S. Não, Pedro, o meu blogue não acabou... Maybe next time.
posted by sara at 23:38

King Kong, 1976
... primeiro "conjunto pictórico" do google.pt para o passarão Jessica Lange, com uma piscadela de olho ao Ma-Schamba, embora para mim Fay Wray (que guarda-roupa, senhores!) seja imbatível. Ou não concordasse eu com As Aranhas: «(...)o melhor cinema erótico de todos os tempos foi feito em Hollywood, entre os anos 20 e os anos 30.» Ponto de vista que o Luís desenvolve, muito bem, aqui.
posted by sara at 20:05
O JPT sofre de radiculite, eu sofro frequentemente de ridiculite. Mantenha-se atento, que isto ainda vai fazer as primeiras páginas da imprensa internacional.
posted by sara at 23:56
Googlers from around the world:
The frame from Mulholland Drive you are looking for has never been published on this blog. I did link it, several months ago, but I've even deleted that post recently. There's no use in searching my archives because you will not find it here. I am sorry for the inconvenience.
posted by sara at 14:26


For the last few weeks this is how my sitemeter looks like and now I regret to have ever made that fucking link.
posted by sara at 14:18

Quando era pequenina, por causa da franja e do cabelo curto, negro e muito liso, diziam-me que eu era parecida com "a vedeta mais popular do teatro ligeiro". Conhecia-a das performances nos "filmes antigos" e sempre lhe achei imensa graça. Faz hoje dez anos que Beatriz Costa morreu.
É irrepetível e absolutamente efémero: isso é que é fantástico, é o mistério do teatro! Não fica nada, só a memória do público, que entretanto vai morrendo...
Mário Viegas/Samuel Beckett (?)
[Citação retirada do sítio do Museu Nacional do Teatro, instalado no Palácio Monteiro-Mor, junto do maravilhoso parque com o mesmo nome (e do Museu do Traje), em Lisboa, onde comprei o postal... que aqui reproduzo sem autorização. Ops.]
posted by sara at 15:44
Dicionário: Um dispositivo literário malévolo para impedir o crescimento da língua e para a tornar rígida e pouco flexível. Este dicionário, no entanto, é uma obra muito útil. (pág. 49)
Eu que me escudo nos dicionários injustificadamente, e que deles dependo tantas vezes para trabalhar, devia (obrigar-me a) ler esta definição todos os dias.
posted by sara at 20:05
"A sombrinha que me deste. Naquele dia. (Pausa.) Aquele dia. O lago. Os nenúfares. (Olha em frente. Pausa.) Qual dia? (Pausa.) Quais nenúfares? (Longa pausa. Fecha os olhos. Campainha estridente. Abre logo os olhos. Pausa. Olha à direita.)"
[daqui]
Só conheço dois textos de Samuel Beckett: Dias Felizes e À Espera de Godot. Já não sei dizer qual dos dois vi primeiro em cena, porque foi há muito tempo. Não me lembro sequer da encenação nem dos actores (irrelevante para o caso). Mas lembro-me perfeitamente de sair do teatro a pensar que nunca tinha ouvido nada assim.
Faz hoje 100 anos que nasceu.
posted by sara at 13:58
Uma das várias curtas-metragens de Jay Rosenblatt que estou a traduzir (e a legendar) tem 3 minutos e chama-se Afraid So, baseada neste poema de Jeanne Marie Beaumont:
Is it starting to rain?
Did the check bounce?
Are we out of coffee?
Is this going to hurt?
Could you lose your job?
Did the glass break?
Was the baggage misrouted?
Will this go on my record?
Are you missing much money?
Was anyone injured?
Is the traffic heavy?
Do I have to remove my clothes?
Will it leave a scar?
Must you go?
Will this be in the papers?
Is my time up already?
Are we seeing the understudy?
Will it affect my eyesight?
Did all the books burn?
Are you still smoking?
Is the bone broken?
Will I have to put him to sleep?
Was the car totaled?
Am I responsible for these charges?
Are you contagious?
Will we have to wait long?
Is the runway icy?
Was the gun loaded?
Could this cause side effects?
Do you know who betrayed you?
Is the wound infected?
Are we lost?
posted by sara at 00:21
(...)
pregação acto de pregar; prédica; sermão; [pop.] repreensão; ralho
pregadeira fem. de pregador; almofadinha em que se pregam alfinetes e agulhas para não se perderem
pregado ICTIOLOGIA peixe pleuronectídeo, afim do rodovalho
(...)
Dicionário da Língua Portuguesa, Porto Editora, 8ª edição.
posted by sara at 23:36

A abertura da 3ª edição do Indielisboa é a 20 de Abril.
Para mim, já começou.
posted by sara at 23:37
B. conta-me ao jantar que a relação com o gestor não está a correr bem. Que os opostos se atraem, mas que depois é difícil conciliar formas diferentes de encarar a vida. Que ele faz uma aproximação demasiado objectiva das coisas. No outro dia perguntou-lhe: «Onde é que queres estar daqui a cinco anos?» B., um pouco atónita porque não costuma pensar nisso, deu-lhe a resposta mais simples, a que eu muito provavelmente também daria: «Quero estar feliz, com quem gosto, satisfeita com o meu trabalho, sem grandes preocupações.» Ele explica-lhe que dentro de cinco anos quer estar no país X, na cidade Y, na situação profissional Z, que tem "um projecto de vida". B. respeita esta capacidade de planeamento, mas não funciona para ela. Diz que ali não há espaço para a emotividade. E eu nem cheguei a conhecer "o gestor".
posted by sara at 15:59
Adoro broches*, anéis - herdei jóias lindíssimas, da minha avó, que uso pouco por serem demasiado vistosas - e sapatos. Não é fácil encontrar um par que me faça o gosto: raramente me sinto confortável de saltos altos (que se dane "a elegância") e como também já sou relativamente alta, não vejo necessidade de me pôr em bicos de pés. Perco a cabeça com os acessórios mais díspares, com "malinhas" (onde parece não caber mais nada para além do B.I.), golas de lã, meias (altas), roupa com detalhes, uns mais ousados, outros que se estranham precisamente por serem incomuns - tudo coisas supérfluas. Ainda hoje, de passagem pelo Chiado, estive tentada a comprar na Sisley um vestido sem costas. Mas depois achei que me poderiam fazer falta.
*É a palavra correcta.
posted by sara at 18:47
(uma pessoa acorda, toma banho e abre o armário)
"Não tenho nada para vestir."
posted by sara at 11:33
"dois é a conta que deus não fez mas na qual os homens teimam"
A mesma pessoa que me ofereceu o livro Anthologie de l'Humour Noir, pelo meu 23º aniversário, escreveu-me há pouco esta frase numa janela do "messenger", a rematar uma banal conversação. Se ela concordar, eu gostaria de a incluir.
[para o Nuno]
posted by sara at 19:20

Só por curiosidade, constato que uma tradução que fiz por puro prazer pessoal continua disponível "em cache".
posted by sara at 19:12
- Como é que a indústria discográfica sabe quem fez/faz downloads ilegais? [...]
- Como é que a indústria discográfica teve acesso à lista das moradas dos internautas portugueses?
Quando li esta notícia também estranhei. Mais depressa espero receber uma carta do Arto Lindsay.
posted by sara at 00:54
Depois de vários dias de bitchin' lombar, hoje as minhas miseráveis costas deram-me algum descanso e consegui passar largas horas alheada deste desconforto contínuo, esta dorzinha irritante... Aceitei de bom grado o convite da R. para o piquenique por ocasião do 33º aniversário dela, num parque florestal de Lisboa. Petiscos rústicos e sofisticados, requeijão com doce de abóbora, bolo de chocolate com morangos, uma logística impecável. Compareceram vários jovens cineastas, duas grávidas, crianças, bebés, e outras pessoas mais dificilmente catalogáveis, como eu própria. As minhas raquetes de badmington (a que raramente dou uso) foram muito requisitadas e jogou-se à bola, coisas que os intelectuais gostam de fazer ao ar livre. Conversa witty, gargalhadas, esplendor na relva, até estou menos pálida.
Há muito tempo que não fazia um piquenique urbano. Um dos que recordo com maior felicidade, devo-o à L. na Primavera de 2000, à beira do Sena, uns dias antes de me despedir de Paris, depois dos sete meses que lá passei. A cidade foi generosa comigo e só voltei para Lisboa antes da data prevista porque... Fica para outro post. Já é meia-noite e amanhã preciso de me levantar cedo.
posted by sara at 23:53

Frida on White Bench, 1939
Nickolas Muray
They are so damn 'intellectual' and rotten that I can't stand them anymore... I [would] rather sit on the floor in the market of Toluca and sell tortillas, than have anything to do with those 'artistic' bitches of Paris.
Frida Kahlo (on André Breton and the European surrealists), letter to Nickolas Muray, 02-16-1939.
posted by sara at 01:45
Sinto-me uma frida kahlo sem rivera nem trotsky. Falta também a gravidade e sobretudo o talento.
posted by sara at 12:55
Acho que a maior parte das pessoas que aqui vêm não ouve a música que nós passamos. É pena. O melhor que esta versão de Serge Gainsbourg tem não é sequer a Cat Power e a Karen Elson a cantar e a arfar, mas sim o arranjo clássico (orquestral?) de piano, violoncelo(?) e clarinete, com bateria. (Estou a adivinhar, porque uma das desvantagens dos downloads de música, em detrimento da compra de discos, é que não há "livrinho" para nos tirar estas dúvidas.) O melhor de cerca de cinco minutos são os trinta segundos finais. E agora vou voltar para o meu leito, onde estive a agonizar a tarde quase toda e de onde não deveria ter saído (já viste bem esta merda de post?). Não sei se apanhei um vírus ou se estou a sofrer efeitos secundários dos anti-inflamatórios que ando a tomar para as dores nas costas. Talvez seja apenas um castigo divino - já estive mais longe de acreditar - por alguma coisa que (não) deveria ter feito. Até logo.
posted by sara at 21:41
Estou exultante com o regresso, aos domingos, da "Etimologia hebdomadária". No Bomba Inteligente, claro.
posted by sara at 19:35
«Quando uma mulher, sem pretender com isso fazer uma confissão de conteúdo homolibidinoso, diz o que torna uma mulher uma "mulher interessante" fico inicialmente um pouco baralhada. Depois percebo que estará possivelmente a pretender ensinar os homens. A dizer, nas entrelinhas, como eles devem olhar: em obediência ao modo como as mulheres querem ser olhadas. Ora, toda a gente sabe que isto é simples: se me olham como criatura inteligente, quero que me amem como objecto; se me olham como objecto, quero explicar que é bom terem cuidadinho comigo. Clean and easy! Mais clarinho só com setas!»
→ → → Lida Insana ← ← ←
posted by sara at 19:25


Aposto que o marido de Karen Elson, Jack White, gosta desta versão do já estafado Je t'aime, moi non plus. Eu também.
posted by sara at 18:25
Ontem ainda cheguei a tempo de assistir ao final de mais uma actuação do "song jockey" Spinnen - atenção ao Spider's Great Cover Show, constou-me que há outras surpresas na manga.
Enquanto ouvia a música e conversava encostada ao bar, reparei nas duas raparigas que, do outro lado da "pista", trocavam carícias e olhares intensos, apesar da discrição. Um dos amigos que me acompanhava disse estar excitado, o outro chocado. Eu achei que elas eram feiosas. Rimo-nos e mudámos de assunto.
posted by sara at 17:45
Tudo o que vier à rede é peixe.
posted by sara at 22:59

Predmestje (Suburbs)
Passei uns dias no Algarve, acordava praticamente em cima da Ria Formosa, de óculos escuros, tal era a luminosidade que inundava o quarto de hotel logo pela manhã. Não fui de férias. Desloquei-me até Faro para assegurar a legendagem em português de algumas longas-metragens de ficção que estavam em competição no festival. Apesar de não ter visto nada com olhos de ver, também sei dar estrelinhas (com exigência):
- Dunia, Jocelyne Saab, 2005, Libano/Egipto/França *
- Orient Express, Sergiu Nicolaescu, 2004, Roménia **
- Predmestje, Vinko Möderndorfer, 2004, Eslovénia *****
- Olasz Lányoki (Italian Girls), Helmis Napoleon-Leonardo, 2004, Roménia *
- Il Pane Nudo, Rachid Benhadj, 2005, Itália/Argélia/França *
- Douar de Femmes, Mohamed Chouikh, 2005, Argélia ***
- Sof Ha'Olam Smola (Turn Left at the End of the World), Avi Nesher, 2004, Israel/França ****
Os filmes lincados são os que eu gostaria de ver distribuídos no circuito comercial... wishful thinking. Menção especial para Predmestje (Suburbs). Irónico, cru e incómodo: quatro amigos xenófobos com vidas vazias, que nas horas livres se embebedam, protagonizam diálogos absurdos e recolhem cães vadios para exercitar a pontaria com a caçadeira. Quando no prédio dum deles se instala um jovem casal oriundo da Turquia, colocam uma câmara de vigilância apontada para o quarto de dormir dos novos vizinhos, movidos pela inveja da sua actividade sexual.
«Suburbs is a film about the worst suburbs of all. It is a story about the suburbs in the human soul. I am convinced that in this the story of Suburbs is universal, since it discusses the reasons for the irrational hatred, which unfortunately still smoulders all over our common Europe.» (director's statement)
posted by sara at 19:29

Não consegue ler? Experimente semicerrar os olhos. Ou então...
["provocação" dedicada ao Random Walks & Thoughts]
posted by sara at 16:36
Philadelphia child, Ursula Rucker
mind all filled with city
playgrounds
singular and lovely
buildings
where do I fit in all of this?
at the mercy of the existence
dance with the element of chance
the chance to grow
the chance to fly
the chance to know
interdependence players
we are, we live, we matter
[dedicado a Miss Still]
posted by sara at 17:57
Entalei a mão esquerda na porta dum carro. Doeu, e não foi pouco. Graças ao balde de gelo, sangue frio e borracha, não deixou marca. Bastaria um dedo partido e teria levado, com toda a certeza, uma sova com a mão direita. Teve sorte.
posted by sara at 17:34

Anna Karina por JLG
- Depois vamos para um hotel chique e divertimo-nos.
- Estão a ver, ela só pensa em divertir-se.
- Com quem é que estás a falar?
- Com os espectadores.
Pierrot Le Fou
posted by sara at 19:33
Em bom rigor, a esta hora, eu devia era estar na Sala Félix Ribeiro a (re)ver Pierrot Le Fou, o belíssimo filme de Godard e um dos mais citáveis de todos os tempos - já tinha matéria para posts até ao final do mês.
posted by sara at 21:12
Neste momento Stephin Merritt toca ukelele.
You kulele, me kulele...
posted by sara at 21:06
A Helena a.k.a. Gold tem um blogue novo, Tristes Tópicos, e o Eduardo também, A Sexta Coluna (bom template). Com alguns dias de intervalo.
posted by sara at 20:44
A Inês não acredita num homem que não a leve a comprar livros. Eu, bem mais prosaica como é meu apanágio, não acredito num homem que não me leve a dançar. Faz-me bem àquela coisa discal.
posted by sara at 20:33
A Inês não acredita num homem que não a leve a comprar livros. Eu, bem mais prosaica como é meu apanágio, não acredito num homem que não me leve a jantar fora. É que eu não sei cozinhar.
posted by sara at 20:31
Há quem confunda "flirtismo" com "fufismo". Até mesmo pessoas que sabem ler e escrever.
*A deliciosa expressão é do Opinion Desmaker.
posted by sara at 20:12
Sugestão do NG: Brokeback Mountain sobre duas cowgirls lésbicas. Uma loira, outra morena? Hum...
posted by sara at 19:51
Madonna recovers from hernia operation
Li agora a notícia, por mero acaso googleano. Não percebo por que é que o Público não fez manchete disto há semanas atrás. Estes jornalistas andam a dormir.
posted by sara at 02:43

Certo dia da semana passada algo dentro de mim disse "compra a revista Grazia" e eu comprei. Então descobri que eu e a Madonna temos o mesmo QI. Pus-me a pensar que mais em comum poderia eu ter com Nossa Senhora, e lembrei-me, ah pois, da ligeira falha que nos separa os dentes da frente. Assim, de repente, não me ocorreu mais nenhuma semelhança.
Lilith on drums
posted by sara at 02:35
«ser mulher não é para qualquer um, é preciso ter tripas, só a pele não chega»
As Aranhas, a propósito d'O Silêncio dos Inocentes, Jodie Foster e política de actores.
posted by sara at 00:52
...
the world is not made of flowers
- is it?
neither am I
...
the world is not made of music
- is it?
neither am I
...
the world is not made of sunlight
- is it?
neither am I
...
posted by sara at 17:58
Tive uma visita de Amor [suspira e começa a pestanejar repetidamente].
Adenda: a ilusão desfeita pelo João.
posted by sara at 20:32
Sara dos Pais, filha dedicada e cabeleireira frustrada, Lisboa, junta-se ao Movimento de Apoio à Ida de maradona como Enviado Especial para a Cobertura do Campeonato do Mundo de Futebol na Alemanha (MAImEECCMFA). Espero que o João Miranda concorde.
posted by sara at 17:43
Acabo de passar na rua por um quiosque de jornais que tem escarrapachada a capa do próximo número da revista GQ, com a XXX e a filha (que é horrorosa), semi-nuas, agarradas uma à outra. Estou chocada. Eis o meu lado reaccionário: se eu fosse pai da Bimbinha, dava-lhe um chapadão e deserdava-a. Quanto à mãe, suspirava de alívio por já não estar casado com ela. Até o ridículo tem limites.
Adenda: Victor Lazlo faz análise de imprensa e eu censurei o nome das beldades nacionais no meu blogue, porque não quero estragar a minha reputação nos motores de busca da internet.
posted by sara at 12:31
Fizeram-me chegar uma série de cartoons que ridicularizam Brokeback Mountain. Este é o único que tem piada:
posted by sara at 13:51
A propósito da hérnia discal, o Manel enviou-me um linque "para a fisioterapia". Ainda não parei de rir e as dores já me passaram, o que significa que está a resultar.
posted by sara at 20:36
Se eu disser que sou cabeleireira, ninguém vai acreditar. Basta observar o corte involuntariamente assimétrico da minha franja em relação aos olhos verdes (auto-promoção) e sobrancelhas naturalmente mal desenhadas (auto-despromoção?). Talvez devesse banir as tesouras cá de casa. E os espelhos, by the way.
posted by sara at 16:56
(...)
A AMIZADE SERÁ LIVRE, O AMOR NÃO.
(...)
O AMOR E AS OUTRAS ACTIVIDADES DE RELAÇÃO SERÃO PÚBLICAS E TRIBAIS. ELES SERÃO REIS E ELAS RAÍNHAS.
(...)
O DESEJO SERÁ DECLARADO. A LINGUAGEM E A ACÇÃO ENRIQUER-SE-ÃO PERMANENTEMENTE.
(...)
A EXPERIÊNCIA INTERIOR SERÁ TRANSMITIDA, "ENSINADA", MUSICALMENTE.
(...)
SENDO A VIDA UMA ARTE, A LINGUAGEM SERÁ UNIVERSAL (cfr. Rimbaud), INCLUINDO TUDO.
ÁLVARO LAPA (1939-2006)
As Profecias de Abdul Varetti, Escritor Falhado, 1972
Bordado sobre lona montada em ferro (22 elementos)
Dimensões várias
«Em Álvaro Lapa, as fronteiras entre a pintura e a escrita são difusas. Na sua prática, estas actividades permitem a criação de narrativas ou ficções que estabelecem entre si uma complexa teia de relações e sentidos. A partir do cruzamento de várias influências - literatura (Rimbaud, Michaux, Burroughs, Joyce...), filosofia (em particular o pensamento oriental), política, entre outras -, Lapa constrói um universo poético singular, um território de conflito, de recusa, de silêncio.(...)»
O Poder da Arte: Serralves na Assembleia da República, até 12 de Abril de 2006.
posted by sara at 20:18

Um é loiro, outro é moreno.
«Brokeback Mountain não é um western e muito menos uma obra gay.(...)É um melodrama, como ficou implícito, onde o par calha ser formado por dois homens, dois "cowboys" modernos, um ligeiramente mais promíscuo do que o outro, mas se por acaso a história tratasse de um affair de vinte anos entre um homem e uma mulher, com a interferência da rotina e das responsabilidades da vida normativa dos protagonistas, o filme de Ang Lee podia ser quase o mesmo filme(...)», diz o Ricardo. Também acho.
posted by sara at 00:37
Dia 15 de Fevereiro, às 19h, na Livraria Almedina - Atrium Saldanha, vai haver um debate sobre política internacional e não sei quê, em que um dos intervenientes é meu colega nas aulas de mestrado. O David é muito gir... inteligente. Quanto mais desconstrói o discurso castelliano (auto-linque), mais eu gosto dele. E no debate vai estar "contra" o Henrique Armado-Aos-Cucos Raposo. Tenho de assistir a isto. Lá vou ter de desmarcar a sessão de pedicure de quarta-feira à tarde. Que maçada.
[via O Acidental]
Actualização: Não vale a pena bater mais no ceguinho.
posted by sara at 00:18
Querido Tiago, estou melhorzinha, obrigada, mas certas posições são de evitar. Por falar em posições: eu até deixaria o meu número de telefone no manifesto (se o aparelho não se tivesse avariado entretanto), já que não sei bem como definir-me profissionalmente. «Sara Pais, Vai Fazendo Umas Coisas Pela Vida, Lisboa»? Freelancer parece-me arriscado por causa da hérnia.
posted by sara at 18:33
«Estás melhor ou precisas que te envie a casa um massagista sueco com mãos de fada?», mensagem recebida por sms.
posted by sara at 23:57
Sou uma pessoa melodramática por natureza. Não há nada a fazer, excepto contrariar a tendência.*
Esta semana tive de fazer um(a) TAC. Andava com umas dores nas costas que teimavam em não passar. Detectou-se uma pequena hérnia discal, entre a quinta vértebra lombar e a primeira sacral. Está tudo a avariar-se cá em casa: primeiro foi o computador, depois o leitor de dê-vê-dês e agora os meus próprios discos.
Eu não sabia, mas parece que as hérnias são comuns (também) nas pessoas jovens, sobretudo as que levam uma vida estupidamente sedentária, com vícios de postura e muitos cigarros pelo meio, o que provoca a desidratação dos discos, tornando-os menos resistentes e elásticos. Fiquei em estado de choque com o diagnóstico e não consegui conter nem as lágrimas, nem a irritação com o resto do mundo. O exagero, cá está.
Foi então que a minha mãe, que é médica e pouco dada a melodramas, se viu obrigada a dar-me dois berros. Ninguém morre de hérnia discal. Para ela tinha sido "uma boa notícia", tendo em conta AS COISAS REALMENTE GRAVES que se podem detectar através das TACs. Uma hérnia pode provocar muitas dores, mas com as devidas precauções, como seja não esforçar demasiado as costas, natação e assim, não chateia e não impede nada. É claro que se acabaram os desportos radicais, coisa que também nunca pratiquei, se desconsiderarmos a manutenção de um blogue "intimista". Como para além de ser melodramática, sou depravada (e mentirosa), pensei logo que a minha vida sexual - aos 28 anos! - tinha chegado ao fim. Tudo indica que não. Ufa.
*O sentido de humor costuma ser eficaz.
posted by sara at 23:23

O Sonho da Mulher do Pescador
Katsushika Hokusai, c. 1814
[via Nibelunga do Cabelo Duro, via Voz do Deserto]
posted by sara at 13:26
Tenho a mania que sou engraçada. Felizmente, não sou a única.
posted by sara at 15:02
Já me disseram que sou «muito expressiva» e entendo isso como um elogio. No entanto, acho que não viria mal ao mundo se eu impusesse alguns limites a mim própria.
posted by sara at 14:52
Quando se consultam dicionários é um prazer descobrir, ao acaso, palavras que não fazíamos ideia que existissem. Por exemplo:
Pinóia* s. f. [gír.] mulher taful e de maus costumes; rameira; [Bras.] coisa ordinária (De orig. obsc.)
[Dicionário da Língua Portuguesa, Porto Editora, 8ª edição]
Se o dicionário diz... Suponho que será frequente ouvir-se nos bairros populares: «Que grande pinóia me saístes!»
*Também existe "pinóio" e se quiserem saber o que significa "taful", consultem o dicionário básico mais próximo. Vão ver que descobrirão outras coisas interessantes.
posted by sara at 14:38
Beijo, n. Uma palavra inventada pelos poetas para rimar com «desejo». Supõe-se que significa, de um modo geral, uma forma qualquer de rito, ou cerimónia propiciadora de um bom entendimento; mas este lexicógrafo desconhece a forma como ela é realizada.
Entrada do Dicionário do Diabo, de Ambrose Bierce (1842-1914), amigo do Pedro Mexia.
posted by sara at 18:58

O objectivo era ver Munique, mas a sessão estava esgotada. Sugeri então Memórias de uma gueixa - uma produção da Dreamworks (Steven Spielberg). Erro crasso, não sei o que me terá passado pela cabeça. A meio do filme, uma gueixa veterana explica à aprendiz que «às vezes a enguia gosta de entrar na gruta».
posted by sara at 17:12
O Tiago é meu pastor, mas tem o linque para Kierkegaard na coluna da direita desactualizado.
[A que propósito fui lá clicar? Porque comecei a ler Estados Eróticos Imediatos de Sören Kierkegaard, dramatização de Agustina Bessa-Luís, Guimarães Editores, Lisboa, 1992, só para impressionar quem visita o meu blogue.]
posted by sara at 19:16
Marido e mulher à mesa:
- Sirvo-te?
- Às vezes...
[Recebido por e-mail, de um leitor desconhecido.]
posted by sara at 16:03

Sou completamente a favor do casamento entre homossexuais, Ivan Nunes, sociólogo, esta noite na RTP-N.
[Conheço o Ivan, mas não somos amigos.]
posted by sara at 22:40
Conheço o Luís, do Indie e do Doclisboa (triplo auto-linque), e às vezes cruzamo-nos no Bairro Alto. No entanto, não somos amigos. (É melhor dizer isto para não ser acusada de critérios de lincagem "amiguista".) Esta semana fiquei a saber que é ele quem escreve As Aranhas. Foi a melhor surpresa blogosférica que tive nos últimos tempos. Hoje, pede para ser conotado no blogue «só com a música» e eu lembrei-me de procurar um post (muito) antigo, que não tem interesse nenhum mas... Olha, encontrei.
posted by sara at 21:17