terça-feira
Merrittian lyrics
...
the world is not made of flowers
- is it?
neither am I
...
the world is not made of music
- is it?
neither am I
...
the world is not made of sunlight
- is it?
neither am I
...
posted by sara at 17:58
segunda-feira
My lovely sitemeter
Tive uma visita de Amor [suspira e começa a pestanejar repetidamente].
Adenda: a ilusão desfeita pelo João.
posted by sara at 20:32
sexta-feira
mAMA
Sara dos Pais, filha dedicada e cabeleireira frustrada, Lisboa, junta-se ao Movimento de Apoio à Ida de maradona como Enviado Especial para a Cobertura do Campeonato do Mundo de Futebol na Alemanha (MAImEECCMFA). Espero que o João Miranda concorde.
posted by sara at 17:43
quinta-feira
And now for something completely embarrassing
Acabo de passar na rua por um quiosque de jornais que tem escarrapachada a capa do próximo número da revista GQ, com a XXX e a filha (que é horrorosa), semi-nuas, agarradas uma à outra. Estou chocada. Eis o meu lado reaccionário: se eu fosse pai da Bimbinha, dava-lhe um chapadão e deserdava-a. Quanto à mãe, suspirava de alívio por já não estar casado com ela. Até o ridículo tem limites.
Adenda: Victor Lazlo faz análise de imprensa e eu censurei o nome das beldades nacionais no meu blogue, porque não quero estragar a minha reputação nos motores de busca da internet.
posted by sara at 12:31
segunda-feira
Contributos para uma visão redutora
Fizeram-me chegar uma série de cartoons que ridicularizam Brokeback Mountain. Este é o único que tem piada:
posted by sara at 13:51
domingo
Os meus amigos preocupam-se comigo
A propósito da hérnia discal, o Manel enviou-me um linque "para a fisioterapia". Ainda não parei de rir e as dores já me passaram, o que significa que está a resultar.
posted by sara at 20:36
Ideia peregrina numa tarde de domingo enublada
Se eu disser que sou cabeleireira, ninguém vai acreditar. Basta observar o corte involuntariamente assimétrico da minha franja em relação aos olhos verdes (auto-promoção) e sobrancelhas naturalmente mal desenhadas (auto-despromoção?). Talvez devesse banir as tesouras cá de casa. E os espelhos, by the way.
posted by sara at 16:56
sábado
sexta-feira
Passos Perdidos
(...)
A AMIZADE SERÁ LIVRE, O AMOR NÃO.
(...)
O AMOR E AS OUTRAS ACTIVIDADES DE RELAÇÃO SERÃO PÚBLICAS E TRIBAIS. ELES SERÃO REIS E ELAS RAÍNHAS.
(...)
O DESEJO SERÁ DECLARADO. A LINGUAGEM E A ACÇÃO ENRIQUER-SE-ÃO PERMANENTEMENTE.
(...)
A EXPERIÊNCIA INTERIOR SERÁ TRANSMITIDA, "ENSINADA", MUSICALMENTE.
(...)
SENDO A VIDA UMA ARTE, A LINGUAGEM SERÁ UNIVERSAL (cfr. Rimbaud), INCLUINDO TUDO.
ÁLVARO LAPA (1939-2006)
As Profecias de Abdul Varetti, Escritor Falhado, 1972
Bordado sobre lona montada em ferro (22 elementos)
Dimensões várias
«Em Álvaro Lapa, as fronteiras entre a pintura e a escrita são difusas. Na sua prática, estas actividades permitem a criação de narrativas ou ficções que estabelecem entre si uma complexa teia de relações e sentidos. A partir do cruzamento de várias influências - literatura (Rimbaud, Michaux, Burroughs, Joyce...), filosofia (em particular o pensamento oriental), política, entre outras -, Lapa constrói um universo poético singular, um território de conflito, de recusa, de silêncio.(...)»
O Poder da Arte: Serralves na Assembleia da República, até 12 de Abril de 2006.
posted by sara at 20:18
terça-feira
Gostar de homens™

Um é loiro, outro é moreno.
«Brokeback Mountain não é um western e muito menos uma obra gay.(...)É um melodrama, como ficou implícito, onde o par calha ser formado por dois homens, dois "cowboys" modernos, um ligeiramente mais promíscuo do que o outro, mas se por acaso a história tratasse de um affair de vinte anos entre um homem e uma mulher, com a interferência da rotina e das responsabilidades da vida normativa dos protagonistas, o filme de Ang Lee podia ser quase o mesmo filme(...)», diz o Ricardo. Também acho.
posted by sara at 00:37
A Sara recomenda
Dia 15 de Fevereiro, às 19h, na Livraria Almedina - Atrium Saldanha, vai haver um debate sobre política internacional e não sei quê, em que um dos intervenientes é meu colega nas aulas de mestrado. O David é muito gir... inteligente. Quanto mais desconstrói o discurso castelliano (auto-linque), mais eu gosto dele. E no debate vai estar "contra" o Henrique Armado-Aos-Cucos Raposo. Tenho de assistir a isto. Lá vou ter de desmarcar a sessão de pedicure de quarta-feira à tarde. Que maçada.
[via O Acidental]
Actualização: Não vale a pena bater mais no ceguinho.
posted by sara at 00:18
domingo
Mitos urbanos
Querido Tiago, estou melhorzinha, obrigada, mas certas posições são de evitar. Por falar em posições: eu até deixaria o meu número de telefone no manifesto (se o aparelho não se tivesse avariado entretanto), já que não sei bem como definir-me profissionalmente. «Sara Pais, Vai Fazendo Umas Coisas Pela Vida, Lisboa»? Freelancer parece-me arriscado por causa da hérnia.
posted by sara at 18:33
sábado
As minhas amigas preocupam-se comigo
«Estás melhor ou precisas que te envie a casa um massagista sueco com mãos de fada?», mensagem recebida por sms.
posted by sara at 23:57
L5-S1
Sou uma pessoa melodramática por natureza. Não há nada a fazer, excepto contrariar a tendência.*
Esta semana tive de fazer um(a) TAC. Andava com umas dores nas costas que teimavam em não passar. Detectou-se uma pequena hérnia discal, entre a quinta vértebra lombar e a primeira sacral. Está tudo a avariar-se cá em casa: primeiro foi o computador, depois o leitor de dê-vê-dês e agora os meus próprios discos.
Eu não sabia, mas parece que as hérnias são comuns (também) nas pessoas jovens, sobretudo as que levam uma vida estupidamente sedentária, com vícios de postura e muitos cigarros pelo meio, o que provoca a desidratação dos discos, tornando-os menos resistentes e elásticos. Fiquei em estado de choque com o diagnóstico e não consegui conter nem as lágrimas, nem a irritação com o resto do mundo. O exagero, cá está.
Foi então que a minha mãe, que é médica e pouco dada a melodramas, se viu obrigada a dar-me dois berros. Ninguém morre de hérnia discal. Para ela tinha sido "uma boa notícia", tendo em conta AS COISAS REALMENTE GRAVES que se podem detectar através das TACs. Uma hérnia pode provocar muitas dores, mas com as devidas precauções, como seja não esforçar demasiado as costas, natação e assim, não chateia e não impede nada. É claro que se acabaram os desportos radicais, coisa que também nunca pratiquei, se desconsiderarmos a manutenção de um blogue "intimista". Como para além de ser melodramática, sou depravada (e mentirosa), pensei logo que a minha vida sexual - aos 28 anos! - tinha chegado ao fim. Tudo indica que não. Ufa.
*O sentido de humor costuma ser eficaz.
posted by sara at 23:23
sexta-feira
Fantasia de sucção

O Sonho da Mulher do Pescador
Katsushika Hokusai, c. 1814
[via Nibelunga do Cabelo Duro, via Voz do Deserto]
posted by sara at 13:26
quinta-feira
Queres mesmo saber, Susana?
Tenho a mania que sou engraçada. Felizmente, não sou a única.
posted by sara at 15:02
Uma mulher livre
Já me disseram que sou «muito expressiva» e entendo isso como um elogio. No entanto, acho que não viria mal ao mundo se eu impusesse alguns limites a mim própria.
posted by sara at 14:52
Letra P
Quando se consultam dicionários é um prazer descobrir, ao acaso, palavras que não fazíamos ideia que existissem. Por exemplo:
Pinóia* s. f. [gír.] mulher taful e de maus costumes; rameira; [Bras.] coisa ordinária (De orig. obsc.)
[Dicionário da Língua Portuguesa, Porto Editora, 8ª edição]
Se o dicionário diz... Suponho que será frequente ouvir-se nos bairros populares: «Que grande pinóia me saístes!»
*Também existe "pinóio" e se quiserem saber o que significa "taful", consultem o dicionário básico mais próximo. Vão ver que descobrirão outras coisas interessantes.
posted by sara at 14:38
segunda-feira
Letra B
Beijo, n. Uma palavra inventada pelos poetas para rimar com «desejo». Supõe-se que significa, de um modo geral, uma forma qualquer de rito, ou cerimónia propiciadora de um bom entendimento; mas este lexicógrafo desconhece a forma como ela é realizada.
Entrada do Dicionário do Diabo, de Ambrose Bierce (1842-1914), amigo do Pedro Mexia.
posted by sara at 18:58
domingo
Metáforas sexuais foleiras

O objectivo era ver Munique, mas a sessão estava esgotada. Sugeri então Memórias de uma gueixa - uma produção da Dreamworks (Steven Spielberg). Erro crasso, não sei o que me terá passado pela cabeça. A meio do filme, uma gueixa veterana explica à aprendiz que «às vezes a enguia gosta de entrar na gruta».
posted by sara at 17:12
sábado
Religião e assim
O Tiago é meu pastor, mas tem o linque para Kierkegaard na coluna da direita desactualizado.
[A que propósito fui lá clicar? Porque comecei a ler Estados Eróticos Imediatos de Sören Kierkegaard, dramatização de Agustina Bessa-Luís, Guimarães Editores, Lisboa, 1992, só para impressionar quem visita o meu blogue.]
posted by sara at 19:16
Cena da vida conjugal
Marido e mulher à mesa:
- Sirvo-te?
- Às vezes...
[Recebido por e-mail, de um leitor desconhecido.]
posted by sara at 16:03
sexta-feira
Igualdade de direitos

Sou completamente a favor do casamento entre homossexuais, Ivan Nunes, sociólogo, esta noite na RTP-N.
[Conheço o Ivan, mas não somos amigos.]
posted by sara at 22:40
Espaço público
Conheço o Luís, do Indie e do Doclisboa (triplo auto-linque), e às vezes cruzamo-nos no Bairro Alto. No entanto, não somos amigos. (É melhor dizer isto para não ser acusada de critérios de lincagem "amiguista".) Esta semana fiquei a saber que é ele quem escreve As Aranhas. Foi a melhor surpresa blogosférica que tive nos últimos tempos. Hoje, pede para ser conotado no blogue «só com a música» e eu lembrei-me de procurar um post (muito) antigo, que não tem interesse nenhum mas... Olha, encontrei.
posted by sara at 21:17
quinta-feira
quarta-feira
Sentido de humor
- E quanto é que me custaria recuperar o disco rígido?
- Cerca de 170 contos.
posted by sara at 15:30
terça-feira
M. playing

Ao vivo no Bar Lounge, 29.12.05
Entretanto, nem tudo está perdido e as fotografias desfocadas saem-me sempre bem.
Mandíbula Dourada, Norman
Adenda: Resposta possível.
posted by sara at 14:15
Bill Gates está em Lisboa?
A única coisa que pode ofuscar a alegria de ter um computador portátil novinho em folha, a reluzir, é o disco rígido do antigo pc, sem brilho, ser irrecuperável. O meu drama informático-doméstico dura há quatro dias. Hoje à tarde terei boas ou muito más notícias: aguardo sentença dos técnicos.
posted by sara at 12:58
segunda-feira
sexta-feira
quarta-feira
terça-feira
Acomodando o estilo aos factos (ou será ao contrário?)
«(...)Há fome e sede de notícias: todos querem saber tudo - o que pode e deve saber-se e o que não pode nem deve saber-se -, a máquina reproduz em minutos o pensamento, para ser transmitido a todos os pontos da terra(...) Cada cidadão fará um jornal: o artigo de fundo constará sempre das notícias da sua vida pública e íntima. Cada um informará o respeitável público das horas a que se levanta da cama, tendo previamente declarado como passou a noite; noticiará a que horas almoça e o que almoçou; referirá, minuciosamente, o seu jantar e as pessoas com quem jantou; dirá se o jantar estava bem cozinhado; contará se o seu gato miou, se o cão ladrou, se o papagaio está incomodado; narrará todas as miudezas da sua casa, não escapará à publicidade a mínima dor de cabeça ou de estômago; se estiver doente, publicará um boletim das moléstias, não só a seu respeito, mas de toda a sua família; enfim, todas as circunstâncias da vida caseira, as mais íntimas, serão contadas no jornal, acomodando o estilo aos factos. Deste modo, haverá um grande progresso, porque se dispensarão os curiosos de espreitar o que se passa na casa de cada um, para o virem dizer ao público: o cidadão contará, de instante a instante, a sua vida e, deste modo, fica completamente satisfeita a curiosidade geral.(...) Já se vê que, no ano 2000, todos hão-de ser amigos e colegas e, sobretudo, distintos, se já hoje há poucos que não sejam distintos; o que será quando todos tiverem o seu jornal?(...)»
Excertos de O jornalismo no ano 2000, crónica não assinada do Jornal do Comércio, de 25 de Fevereiro de 1868.
posted by sara at 14:50
segunda-feira
O poder é afrodisíaco?
Perguntem à Maria como é que correu a noite com o Aníbal.
posted by sara at 13:06
sábado
Vendo voto à primeira volta
Esta semana abri a caixa do correio e estava lá um envelope com o meu nome, a minha morada e uma esfera armilar dourada e resplandecente. Por baixo dizia: Presidência da República. Hã?
«O Presidente da República tem o prazer de convidar V. Exa. para o lançamento do livro da colecção Debates "A Sociedade em Rede. Do Conhecimento à Acção Política", que se realiza no dia 3 de Fevereiro de 2006, às 11.00 horas, na Fundação Calouste Gulbenkian - Auditório 2.»
A apresentação da obra vai ser feita por Manuel Castells, que é um querido (auto-linque). Muito obrigada pelo convite, Senhor Presidente, já enviei um e-mail à sua secretária a confirmar a minha presença. A esta hora deve estar a fazer as malas, não? Adeus, boa sorte e até uma próxima oportunidade.
Bem sei que a campanha eleitoral já terminou e que hoje é dia de reflexão, mas se algum dos cinco candidatos - para mim, Cavaco não conta - tivesse prometido continuar a enviar-me convites para estes eventos giros, neste momento não estaria tão indecisa.
posted by sara at 19:04
Literatura, sexo e auto-censura

Die Spinnen, um filme de Fritz Lang, 1919
«[...] hoje, não me lembro de absolutamente nada do que estava escrito nesse livro (que se perdeu algures, involuntariamente) nem de qual era exactamente a história, mas lembro-me tintim por tintim do que estava escrito na página arrancada.»
[Conta! Conta!]
posted by sara at 18:52
quarta-feira
Sentimento
[A imagem dos ciprestes é da minha querida amiga Luísa (H.), com quem também já trabalhei.]
posted by sara at 01:13
terça-feira
quinta-feira
sábado
quinta-feira
segunda-feira
sexta-feira
2005, pessoal e transmissível
O Melhor:
- LCD Soundsystem, 22 Junho, Lux, Lisboa;
- Mogwai, 31 de Agosto, Docapesca, Lisboa;
- Norman, ontem, Lounge, Lisboa.
posted by sara at 23:56
quinta-feira
Reciclagem
Olá,
Faço parte de uma promotora recém-criada chamada conta-gotas. Vamos começar a organizar concertos a partir de janeiro. Já que queremos criar um site para ir colocando informação relativa aos espectáculos, acabei por ir parar ao blog conta-gotas.blogspot.com, que não é actualizado desde 2003. Se estiver (como parece) completamente abandonado, seria possível ceder-nos a morada?* E eu cedi.
* recebido por e-mail a 2 de Dezembro de 2005
posted by sara at 01:46
terça-feira
Broken flower

Por coincidência, também eu fui ver o filme de Jim Jarmusch no dia 25 de Dezembro. Na banda sonora descobri Mulatu Astatke, músico etíope, Father of Ethio-Jazz, de acordo com a Wiki. Se o Ricardo aceitasse «posts pedidos», eu pedia-lhe para um dia destes escrever sobre o disco Ethiopiques, Vol. 4: Ethio Jazz & Musique Instrumentale, 1969-1974.
posted by sara at 17:44
Debochometria
Fiz o teste*, mas não revelo o meu resultado para não desiludir ninguém. A não ser que o facto de ter lido, à primeira, «alguma vez expiaste sexualmente um homem?», em vez de «alguma vez espiaste sexualmente um homem?», dê pontos extra.
*via Glória Fácil
posted by sara at 01:35
Blondes do it better
Sérgio, a cor do cabelo de Naomi Watts é-me indiferente. O mesmo não posso dizer dos restantes atributos dela.
posted by sara at 01:22
segunda-feira
domingo
quinta-feira
Guito, massa, carcanhol, etc.
[recebido hoje por e-mail]
Dear All:
É Dezembro e está frio. O Natal é uma circunstância - passemos adiante. Não tenho dinheiro, o que é normal. O endividamento é um problema nacional e eu devo ter sido escolhido como study case. A mama familiar, sim. Mas é cada vez mais a veritable pain in the ass (sosseguem, o meu rabinho continua incólume). O trabalho que tenho, e tenho, só daqui a uns longínquos meses renderá algum. Pouco. Os gastos que se avizinham, regulares e extraordinários, agigantam-se. É assim que tenho de dar o corpinho ao manifesto, o que é uma pena. Toda a gente sabe que tenho muito mais jeito para pensar nos meus filmes, nos dos outros, fumar cigarros e ouvir música. Às vezes até faço uma canção. Cumpro diligentemente as minhas obrigações domésticas e o piar da coruja não me é estranho. Garanto-vos que era melhor para todos se a remuneração de todas estas actividades fosse justa. Não é. Então, meus caros, se souberem de algum trabalho, temporário ou permanente, bem ou mal pago, desde que pago, nas seguintes áreas:
- cinema: qualquer função (excepto financiador);
- qualquer outra coisa que mexa com imagem, edição, som (publicidade, institucionais, televisão aaarghhh);
- antropologia (é uma ciência social ou uma perspectiva);
- tradução (técnica ou táctica, inglês, francês, espanhol, catalão, crioulo ou Tulha - a língua da República Estética de Telheiras);
- prosa (jornais, revistas, catálogos, agendas, pasquins, flyers, slogans);
- crianças (ah, as crianças! monitorizo qualquer tipo de actividade: teatro, música, filme, sono - vasta experiência no terreno);
- explicações (de tudo, para todos);
- música: lojas, concertos, rádio, aconselhamento musical (acho que muitas pessoas, privadas e colectivas, precisam mesmo de);
- tráfico de influências (pagamento em géneros).
(...)
posted by sara at 20:50
Responsabilidade & fotocópias
Às vezes pedem-me para fazer coisas complicadas, outras vezes sinto que ando a brincar às secretárias qualificadas.
posted by sara at 20:42
quarta-feira
Ralph is fine
A mulher do Miguel tem bom gosto para baptizar peluches. Se bem que Ralfe Faines também não é um mau nome para um boneco insuflável... Ermenegildo é que não.
posted by sara at 23:47
Long live Fay Wray (1907-2004)

(no filme, o realizador a dirigir a actriz)







King Kong, 1933
posted by sara at 01:19
Kong's dead, baby
O símio (gorila, para ser mais exacto) cai do Empire State Building, ela fica a chorar e o argumentista acaba o filme a consolá-la.
posted by sara at 01:11
Remake
No meio de três horas de virtuosismo técnico, bicharada pré-histórica (com uns vermes a fazer lembrar o retrofuturista - quantas vezes na vida é que uma pessoa tem oportunidade de escrever esta palavra, quantas? - Dune, de 1984, note-se) e troca de olhares demorados entre Ann Darrow e King Kong, no meio disto tudo, dizia eu, Adrien Brody é mal-empregado para o filme de Peter Jackson.
posted by sara at 00:57
terça-feira
Conjugação de pessoas giras
Eu sou gira
Tu és gira
Ela é gira
Nós somos giras
Eles também.
posted by sara at 23:28
segunda-feira
Rewind (and reload)
Segunda-feira, Março 15, 2004
Casaco em puro linho com acabamento chintz*
Hoje a edição em papel do PÚBLICO não traz a secção dos aniversários do dia, mas publica um anúncio com o Adrien Brody - quase de página inteira - de uma marca de roupa (pág.39). Já não é a primeira vez que acontece e espero que não se repita. Por uma razão muito simples: é que não consigo prestar atenção a mais nada. Qual Zapatero, qual al-Qaeda, qual Marques Mendes. Só consigo imaginar o Adrien a piscar-me o olho. Depois, a meio do primeiro parágrafo do «Olho Vivo» dou comigo a pensar na histérica da Charlize Theron que, na cerimónia que a oscarizou, perdeu uma oportunidade única de estar calada ao pé de um dos homens mais charmosos à face da Terra.
*Agradecimentos: Ermenegildo Zegna.
posted by sara # 12:41 PM
posted by sara at 17:19
domingo
Homens bonitos, longilíneos e bem vestidos?

Não ligo nenhuma...
[Hoje à noite tenho encontro marcado com o macaco.]
posted by sara at 20:09
About the music
«Half the film is picture, the other half is sound. They've got to work together. I keep saying that there are ten sounds that will be correct and if you get one of them, you're there. But there are thousands that are incorrect, so you just have to keep on letting it talk to you and feel it. It's not an intellectual sort of thing.»
- David Lynch
Tenho uma ligeira obsessão por bandas sonoras, instrumentais (pelo genial Bernard Herrmann, por exemplo) ou não, para cinema e não só. Something Wicked This Way Comes, de Barry Adamson (ver Nick Cave & The Bad Seeds), retirada do disco "Oedipus Schmoedipus", faz parte da banda sonora do filme Lost Highway, de David Lynch (que também compõe), juntamente com David Bowie, Rammstein e outros. Esta música de Barry Adamson anima uma festa, numa das cenas mais perturbantes do filme (story board e diálogos aqui). Quando Fred (Bill Pullman) se afasta de Renee/Alice (Patricia Arquette) para ir buscar bebidas é abordado por uma figura sinistra, Mistery Man, que enceta com ele um diálogo não menos sinistro, enquanto a música baixa até se tornar inaudível. Depois do telefonema, à medida que Fred se afasta intrigado da personagem misteriosa, a música ouve-se de novo e a festa continua, como se o encontro tivesse decorrido num universo paralelo. É assim que eu entendo as coisas.
posted by sara at 19:23
sábado
Bairro Alto
Estive na festa Acidental no Frágil, animada pela ala reaccionária do Quase Famosos, respondendo assim ao apelo à presença de "miúdas de esquerda". A música estava boa, mas acho que os dois djs de serviço - quando eu cheguei infelizmente o terceiro já tinha abandonado o evento com stress pré-natal - podiam ter arriscado um pouco mais, para além do que toda a gente ali presente já canta de cor. Enfim, gosto que me surpreendam. Também tenho a criticar a ausência do Ricardo cuja não comparência considero imperdoável. Por outro lado, ainda tive oportunidade de estar à conversa com a Inês. E conheci finalmente a Batukada (gira, gira, gira, tal como eu a imaginava!), um encontro feliz proporcionado pela Charlotte*, anfitriã bombástica, que me ameaçou com um deslincamento quando, armada em betinha, me cortei ao after-party de lux(o). A verdade é que não tenho pedalada para acompanhar o pessoal de direita, principalmente quando há recibos verdes que me obrigam a respeitar alguns compromissos escandalosamente matutinos no dia seguinte. Mas depois vinguei-me e dormi a tarde toda. Quando acordei, assisti a um pôr-do-sol digno de um postal à venda nos melhores estabelecimentos da Costa da Caparica.
*Gosto muito de Anita Lane (e ainda mais de Marvin Gaye) - que ainda há-de passar por aqui a cantar qualquer coisa do disco Sex O'Clock - e não conhecia essa versão do clássico Sexual Healing. Boa!
posted by sara at 19:23
terça-feira
Nudez masculina
- Esteticamente, não funciona.
- Acho que foi por isso que Deus criou a Mulher.
posted by sara at 00:41
sábado
Continuidade
Lisboa, 10 Dezembro 2005
Querida Luísa,
Aqui tens o poema de Herberto Helder que me pediste, publicado em "Ou o Poema Contínuo", pela Assírio & Alvim, em Setembro de 2004. Espero que assim possas dissipar as dúvidas que te surgiram quanto à pontuação, métrica, versos e mesmo algumas palavras que te parecem diferentes na edição que encontraste aí em Barcelona.
Tríptico
II
Não sei como dizer-te que minha voz te procura
e a atenção começa a florir, quando sucede a noite
esplêndida e vasta.
Não sei o que dizer, quando longamente teus pulsos
se enchem de um brilho precioso
e estremeces como um pensamento chegado. Quando,
iniciado o campo, o centeio imaturo ondula tocado
pelo pressentir de um tempo distante,
e na terra crescida os homens entoam a vindima
- eu não sei como dizer-te que cem ideias,
dentro de mim, te procuram.
Quando as folhas da melancolia arrefecem com astros
ao lado do espaço
e o coração é uma semente inventada
em seu escuro fundo e em seu turbilhão de um dia,
tu arrebatas os caminhos da minha solidão
como se toda a casa ardesse pousada na noite.
- E então não sei o que dizer
junto à taça de pedra do teu tão jovem silêncio.
Quando as crianças acordam nas luas espantadas
que às vezes se despenham no meio do tempo
- não sei como dizer-te que a pureza,
dentro de mim, te procura.
Durante a primavera inteira aprendo
os trevos, a água sobrenatural, o leve e abstracto
correr do espaço -
e penso que vou dizer algo cheio de razão,
mas quando a sombra cai da curva sôfrega
dos meus lábios, sinto que me faltam
um girassol, uma pedra, uma ave - qualquer coisa extraordinária.
Porque não sei como dizer-te sem milagres
que dentro de mim é o sol, o fruto,
a criança, a água, o deus, o leite, a mãe, o amor,
que te procuram.
Fiz a cópia do poema cuidadosamente, sentada num cantinho da Fnac (Chiado). Ao meu lado estava um amigo, que já não encontrava há algum tempo, embrenhado na leitura de "À Espera de Godot". Contou-me que tem ido lá todas semanas para ler algumas páginas, deixa o livro na estante marcado com um papel e quando volta encontra-o sempre à sua espera... Também achei curioso descobrir que em "Ou o Poema Contínuo", a seguir ao Tríptico, vem O Amor em Visita. Já lá vão alguns anos desde que li este poema pela primeira vez e lembrei-me dum episódio que se passou quando andava na faculdade. Tive um professor de literatura portuguesa contemporânea de que gostei muito, não sei se pelos poemas que ele escolhia, se por me ter introduzido a alguns autores que só conhecia de nome (Jorge de Sena, por exemplo) ou se seria apenas pela forma estimulante como falava sobre literatura. Sei que durante um semestre me senti completamente arrebatada. Participava muito nas aulas (mais do que o habitual), mas era sempre o professor que fazia a leitura dos poemas. Até que, no dia em que começou a falar de Herberto Helder, pediu para que fosse eu a ler o início d'O Amor em Visita:
Dai-me uma jovem mulher com sua harpa de sombra
e seu arbusto de sangue. Com ela
encantarei a noite.
Dai-me uma folha viva de erva, uma mulher.
Seus ombros beijarei, a pedra pequena
do sorriso de um momento.
Mulher quase incriada, mas com a gravidade
de dois seios, com o peso lúbrico e triste
da boca. Seus ombros beijarei.
(...)
A leitura até correu bem - era a primeira vez que lia aquele poema - mas foi demasiado intenso para mim. Estávamos em Junho, fazia muito calor... Fiquei zonza, pensei que desmaiava! Entretanto ele foi pedindo a outros colegas que também lessem e eu fiz um esforço para conseguir disfarçar o meu embaraço. Provavelmente ninguém reparou (nem mesmo o professor), mas seja como for não abri a boca nem voltei a pôr o dedo no ar nas aulas seguintes. Pouco depois chegaram as férias do verão (e ainda bem). Estou convencida que o dezoito que apareceu na pauta, tendo sido a classificação mais alta da turma, se deveu mais ao meu entusiasmo do que a qualquer outra coisa.
Como tens passado os últimos dias? O sol continua a brilhar? E os churros com chocolate quente, ao final da tarde, no café da Ópera? Obrigada também pelos passeios nas ruelas da Ciutat Vella. As deliciosas tapas e as esquinas. Em casa, os cigarros fumados na varanda e os (sor)risos.
Um beijo da tua amiga,
Sara
P.S. Só depois de ter transcrito para o meu bloquinho o poema de Herberto Helder é que me ocorreu procurá-lo na Internet. Pois encontrei-o, num blogue que costumo visitar, o Diotima. (E aqui a primeira parte do Tríptico.) Ficas ainda a conhecer o Vidro Duplo, que tem um interesse muito limitado mas... é meu.
posted by sara at 22:37
quarta-feira

Oviedo, 20-V-902
Querida María Luisa: recibi con gran alegría el retrato de la rica Mª Luisina que esperaba todos los dias, pero he de confesarla puesto que en ellos estamos de acuerdo, que es más mono(?), much más, el original. Sin embargo es un recuerdo de ella y le estoy à V. muy agradecida, querida amiga. - Hoy tengo otra pretensión, y decididamente voy à parecerle caprichosa; estoy haciendo un album de tarjetas postales (esta colección aquí, es chifladura) y al tener en el la firma de amigas queridas, no he podido ménos de pretender la de V. ¿Querrá V. mandarme una y dispensar esta cariñosa pretensión? Le prometo para muy pronto una larga carta en contestación à la de VV que tanto nos han hecho gozar. (imperceptível) está buenísima, ya callejea y ha ido un dia al paseo de moda: pero se cuida mucho, pues se ha quedado aprensiva. - De V. un abrazo mio, à mi queridísima Dª Petra, recuerdos à su marido, (imperceptível) y esos chiquitos, y para V. el cariño con que la recuerdo todos los dias, su ami(?) Mercedes Diaz
posted by sara at 00:48
sábado
quinta-feira
Amadora
Resolvi andar na rua
com os olhos postos no chão.
Quem me quiser que me chame
ou que me toque com a mão.
Quando a angústia embaciar
de tédio os olhos vidrados,
olharei para os prédios altos,
para as telhas dos telhados.
Amador sem coisa amada,
aprendiz colegial.
Sou amador da existência,
não chego a profissional.
António Gedeão, "Amador sem coisa amada"
[para a Helena, leitora devidamente identificada]
posted by sara at 01:54
Cantiga de amigo

O João aka Monsieur Cochon é um dos meus melhores amigos. Teve em tempos uma banda com o Daniel e amanhã (hoje) vai dar um concerto. Pedi-lhe uma música para pôr a tocar aqui no blogue, talvez a minha preferida, "Mademoiselle Désir", embora não tenha a certeza que se chame assim. Tentei confirmar essa informação, mas o artista manteve-se incontactável até à hora do fecho deste post.
Monsieur Cochon (clicar para ouvir)
Mostra de novos cantautores portugueses em Dezembro no Lounge*, às quintas-feiras, pelas 23h. Entrada livre.
*Monsieur Cochon dans la phôto.
posted by sara at 01:40
Agenda blogosférica
Quero ir ao próximo concerto de Ninivitas. Não sei quando é, mas fica já marcado.
«música é apenas notas, sustenidos e bemóis»
(Voz do Deserto, Religião e Panque-Roque)
posted by sara at 01:16
terça-feira
One more time
Daft Punk está a tocar em casa dele. E o linque? Isso é que interessa. Vá lá, vá lá, vá lá...
posted by sara at 13:24
segunda-feira
Embriaguez

Revisto ontem à noite na TV.
Third Floor Hallway, Jon Brion
(da banda sonora do filme)
posted by sara at 02:23
Sara's cut
Comecei a ler o BdE em Janeiro de 2003. Foi o primeiro blogue que conheci. Depois a Coluna Infame, etc... A 25 de Maio* de 2003, o Zé Mário viu a Margarida, que escrevia no Ponto e Vírgula, pela primeira vez.
26 de Maio de 2003, no BdE I
POST PARA UMA SÓ VOZ. (abrimos parêntesis, fechámos parêntesis; sem saber ainda o que nascia ali, entre acasos e copos de chá)
posted by José Mário at 00:08
TEORIA DA RELATIVIDADE. Às vezes, três horas não são três horas. São cinco minutos.
posted by José Mário at 00:09
A FRASE CERTEIRA. «Todos os encontros que temos na vida são, de um modo ou de outro, blind dates, porque nunca adivinhamos o futuro», diz o Modus Vivendi. E eu não poderia estar mais de acordo.
posted by José Mário at 00:09
DEPOIS DA ROSA. Um mistério é um mistério é um mistério.
posted by José Mário at 00:09
INTERMEZZO LÍRICO. Pedimos desculpa aos nossos leitores pelos desvarios «umbiguistas» do Zé Mário nos posts anteriores (não tarda nada começa a falar «no frio desta noite infinita» e está perdida a nossa reputação...). Como está escrito, preto no cinzento, aqui mesmo na coluna ao lado, este blog é sobre POLÍTICA, CULTURA, IDEIAS, OPINIÕES, MANIFESTOS & ETC. Gostariamos de deixar bem claro que este «etc.» não vai, em nenhum caso, até ao diário sentimental. O Blog de Esquerda segue portanto dentro de momentos, sem mistérios nem suspiros, apenas com comentários sobre as eleições em Espanha, notícias das greves em França, citações de Marcuse e apontamentos sobre a vida de Babeuf. Ou seja, uma cura de marxismo crítico, puro e duro. Preparem-se...
posted by Manuel at 18:19
MANEL, O LÚCIDO. E pronto, alguém tinha que pôr ordem na casa. Obrigado, Manel: chamaste-me à razão. A autocrítica ao estilo maoísta vem já aí.
posted by José Mário at 21:16
AUTOCRÍTICA AO ESTILO MAOÍSTA. Camaradas: aqui estou, de joelhos, a pedir-vos clemência. Eu sei que não procedi bem. Tinha o caminho recto à minha frente e desviei-me. Estavam à minha guarda os altíssimos desígnios deste blog e posterguei-os. Fui fraco, caprichoso, fútil e «umbiguista» (como sem rebuço afirmou o camarada Manel). Fui enigmático, dúbio, inconsequente e, sobretudo, incapaz de dirigir os meus esforços, a preciosa energia do meu intelecto, para a procura do bem comum. Revelei-me, em suma, lamentavelmente burguês. Por isso vos peço que me condenem já e com dureza, pois diante de tão horrendo crime qualquer pena será leve.
Sim, camaradas, de cabeça baixa o admito: por muito que a palavra me queime os lábios ao pronunciá-la, eu fui um miserável traidor da nossa sempiterna causa. Venham de lá as chibatadas, as masmorras infectas, o livrinho vermelho e as tijelas de arroz mal cozido. Eu mereço isso tudo e muito mais.
posted by José Mário at 21:44
(...)
29 de Julho de 2003
LEIAM SHAKESPEARE E CONFIRMEM. A mais violenta de todas as coisas: o amor.
posted by José Mário at 15:00
06 de Novembro de 2003
SEM TÍTULO. «Uma nota de exagerado teor intimista: os melhores filmes da vida passam num ecrã ecográfico», escreveu o Tiago, mestre do minimalismo bloguístico. É bom saber que há outros líricos por aqui.
posted by José Mário at 18:49
30 de Novembro de 2003, no BdE II
SEIS MESES
Isto é: 184 dias, 4.416 horas, 264.960 minutos, 15.897.600 segundos.
Publicado por José Mário Silva
25 de Junho de 2004
EPIFANIA
Hoje senti pela primeira vez, noutro corpo, o bater do meu coração.
Publicado por José Mário Silva
Em Fevereiro de 2005 nascia a Alice e aqui podem vê-la a dizer adeus ao BdE, em Novembro de 2005. Obrigada a todos os que fizeram o Blogue de Esquerda nestes últimos três anos e até já, Zé Mário.
* 25 de Maio é a data do meu aniversário e do Filipe "Super Mário" Nunes também.
posted by sara at 01:35












