sexta-feira

Fantasia de sucção


O Sonho da Mulher do Pescador
Katsushika Hokusai, c. 1814

[via Nibelunga do Cabelo Duro, via Voz do Deserto]

quinta-feira

Queres mesmo saber, Susana?

Tenho a mania que sou engraçada. Felizmente, não sou a única.

Uma mulher livre

Já me disseram que sou «muito expressiva» e entendo isso como um elogio. No entanto, acho que não viria mal ao mundo se eu impusesse alguns limites a mim própria.

Letra P

Quando se consultam dicionários é um prazer descobrir, ao acaso, palavras que não fazíamos ideia que existissem. Por exemplo:

Pinóia* s. f. [gír.] mulher taful e de maus costumes; rameira; [Bras.] coisa ordinária (De orig. obsc.)

[Dicionário da Língua Portuguesa, Porto Editora, 8ª edição]

Se o dicionário diz... Suponho que será frequente ouvir-se nos bairros populares: «Que grande pinóia me saístes

*Também existe "pinóio" e se quiserem saber o que significa "taful", consultem o dicionário básico mais próximo. Vão ver que descobrirão outras coisas interessantes.

segunda-feira

Letra B

Beijo, n. Uma palavra inventada pelos poetas para rimar com «desejo». Supõe-se que significa, de um modo geral, uma forma qualquer de rito, ou cerimónia propiciadora de um bom entendimento; mas este lexicógrafo desconhece a forma como ela é realizada.

Entrada do Dicionário do Diabo, de Ambrose Bierce (1842-1914), amigo do Pedro Mexia.

domingo

Metáforas sexuais foleiras



O objectivo era ver Munique, mas a sessão estava esgotada. Sugeri então Memórias de uma gueixa - uma produção da Dreamworks (Steven Spielberg). Erro crasso, não sei o que me terá passado pela cabeça. A meio do filme, uma gueixa veterana explica à aprendiz que «às vezes a enguia gosta de entrar na gruta».

sábado

Religião e assim

O Tiago é meu pastor, mas tem o linque para Kierkegaard na coluna da direita desactualizado.

[A que propósito fui lá clicar? Porque comecei a ler Estados Eróticos Imediatos de Sören Kierkegaard, dramatização de Agustina Bessa-Luís, Guimarães Editores, Lisboa, 1992, só para impressionar quem visita o meu blogue.]

Cena da vida conjugal

Marido e mulher à mesa:

- Sirvo-te?
- Às vezes...

[Recebido por e-mail, de um leitor desconhecido.]

sexta-feira

Igualdade de direitos



Sou completamente a favor do casamento entre homossexuais, Ivan Nunes, sociólogo, esta noite na RTP-N.

[Conheço o Ivan, mas não somos amigos.]

Espaço público

Conheço o Luís, do Indie e do Doclisboa (triplo auto-linque), e às vezes cruzamo-nos no Bairro Alto. No entanto, não somos amigos. (É melhor dizer isto para não ser acusada de critérios de lincagem "amiguista".) Esta semana fiquei a saber que é ele quem escreve As Aranhas. Foi a melhor surpresa blogosférica que tive nos últimos tempos. Hoje, pede para ser conotado no blogue «só com a música» e eu lembrei-me de procurar um post (muito) antigo, que não tem interesse nenhum mas... Olha, encontrei.

quinta-feira

Outdoors


Babilonia, 2006

Tolerância

- É mentira.
- Não, é fantasia.

quarta-feira

Sentido de humor

- E quanto é que me custaria recuperar o disco rígido?
- Cerca de 170 contos.

Masoquismo

- Já não temos o prato do dia.
- O que era?

terça-feira

M. playing


Ao vivo no Bar Lounge, 29.12.05

Entretanto, nem tudo está perdido e as fotografias desfocadas saem-me sempre bem.

Mandíbula Dourada, Norman

Adenda: Resposta possível.

Bill Gates está em Lisboa?

A única coisa que pode ofuscar a alegria de ter um computador portátil novinho em folha, a reluzir, é o disco rígido do antigo pc, sem brilho, ser irrecuperável. O meu drama informático-doméstico dura há quatro dias. Hoje à tarde terei boas ou muito más notícias: aguardo sentença dos técnicos.

segunda-feira

Feminilidade de armário

Comprava vestidos mas não os usava.

sexta-feira

True lie

«Este blog acaba aqui», disse Belle de Jour.

quarta-feira

terça-feira

Acomodando o estilo aos factos (ou será ao contrário?)

«(...)Há fome e sede de notícias: todos querem saber tudo - o que pode e deve saber-se e o que não pode nem deve saber-se -, a máquina reproduz em minutos o pensamento, para ser transmitido a todos os pontos da terra(...) Cada cidadão fará um jornal: o artigo de fundo constará sempre das notícias da sua vida pública e íntima. Cada um informará o respeitável público das horas a que se levanta da cama, tendo previamente declarado como passou a noite; noticiará a que horas almoça e o que almoçou; referirá, minuciosamente, o seu jantar e as pessoas com quem jantou; dirá se o jantar estava bem cozinhado; contará se o seu gato miou, se o cão ladrou, se o papagaio está incomodado; narrará todas as miudezas da sua casa, não escapará à publicidade a mínima dor de cabeça ou de estômago; se estiver doente, publicará um boletim das moléstias, não só a seu respeito, mas de toda a sua família; enfim, todas as circunstâncias da vida caseira, as mais íntimas, serão contadas no jornal, acomodando o estilo aos factos. Deste modo, haverá um grande progresso, porque se dispensarão os curiosos de espreitar o que se passa na casa de cada um, para o virem dizer ao público: o cidadão contará, de instante a instante, a sua vida e, deste modo, fica completamente satisfeita a curiosidade geral.(...) Já se vê que, no ano 2000, todos hão-de ser amigos e colegas e, sobretudo, distintos, se já hoje há poucos que não sejam distintos; o que será quando todos tiverem o seu jornal?(...)»

Excertos de O jornalismo no ano 2000, crónica não assinada do Jornal do Comércio, de 25 de Fevereiro de 1868.