sexta-feira

Riff-oriented



I might like you better
If we slept together
But there’s something
In your eyes that says
Maybe that’s never
Never say never


Queens of the Stone Age não é uma banda que eu costume ouvir. Nem sequer faz o meu género, se é que tenho algum. Mas não resisto quando me dizem: «Ouve esta música, acho que vais gostar». E eu gostei, de facto. Este Never Say Never é uma versão dos Romeo Void (que belo nome). Fica a tocar ali em cima, no comando azulinho. See you, Bangles. Bom fim-de-semana.

So not punk rock

John: What's a shower glove, wise woman?
Sarah: It's like a loofah. Do you know what that is?
John: Of course not.
Sarah: It's a rough shower scrub used to rub off the top layer of dead skin in order to expose the glowing complexion underneath. And someone made it into a glove.
John: AH! Does it hurt?
Sarah: No. It feels good.
John: Ahh...where can I pick up one of these?
Sarah: Target, probably. Everywhere. The Body Shop.
John: Cool.
Sarah: You should get one. You feel all tingly afterwards.
John: Is $14 enough to buy one?
Sarah: About $12 too much.
John: Excellent!
Sarah: Yes.
John: My inbox is empty.
Sarah: I am working on it, buddy!
Sarah: I have skin to exfoliate.
Sarah: Bands to see.
Sarah: Ex-boyfriends to avoid.
John: I hate those.
Sarah: They're cumbersome.
John: If only we could get rid of them like so much dead skin.

On Exes and Exfoliating, 11/6/2001, por uma homónima.

quinta-feira

Misheard lyrics

Um must em qualquer festa que celebre a música dos anos oitenta, onde o objectivo normalmente passa por dançar até cair, é The King of Rock 'n' Roll, dos Prefab Sprout. O refrão sempre foi um mistério para mim, até hoje, graças ao Google.

Eu cantava: «Hot dog, jumping fire, I want cookie». Havia quem cantasse: «Hot dog, jumping for Albert's cookie». Mas afinal é: «Hot dog, jumping frog, Albuquerque».

O teledisco não lhe fica atrás.

E não há Miles Davis que salve isto

Também importa aqui referir as Bananarama.

[Que, não fazia a menor ideia, ainda (se) mexem.]

segunda-feira

Kind of blue


Miles Davis & John Coltrane, So what, 1958

Educação (musical)

O gosto não se aprende; cultiva-se.

domingo

A clip from the 50's



He became an icon of the west coast "cool school" of jazz, helped by his good looks and singing talent, although many considered the latter an acquired taste.

Educação sentimental


Fotografia de William Claxton

you don't know how lips hurt
until you've kissed and had to pay the cost
until you've flipped your heart and you have lost
you don't know what love is


Já devo ter publicado esta imagem de Chet Baker, das melhores que lhe conheço disponíveis na internet, duas ou três vezes (noutros endereços de blogue). Mas é sempre como se fosse a primeira.

sábado

Time after time



Sou uma rapariga informada, leio jornais, vou ao cinema, concertos, exposições, teatro, conferências, blogues... Exsudo cultura por todos os poros. Portanto, é natural que não me passe ao lado "o grande acontecimento cultural do momento" (after Mexia): Music Videos From the 80's (via Serendipity).

Acordei cedo (9 da manhã para os meus padrões de sábado é normalmente impensável), com obras na casa da vizinha, estava mau tempo, decidi não ir à praia e aproveitar para fazer arrumações. Mais logo, Cinemateca (O Eclipse, de Antonioni)
e depois, caso não fique demasiado perturbada - é que isto dos filmes mexe muito comigo - temos ode a Chet Baker (ai, paixão) por Laurent Filipe (trompete e voz) no Maxime. Que belo programinha.

Entretanto dispenso algum tempo a percorrer o site supracitado, para chegar à estranha conclusão que o que ali vejo e ouço não me desperta grandes emoções. Estranho, porque nasci em 77 e, como quase toda a gente, desde idade tenrinha, sempre gostei de ouvir música. Música foleira sobretudo nos anos 80, género em que a década foi particularmente profícua. Hoje em dia o que seria correspondente já não é foleiro (ou piroso, como preferirem). É tão só e apenas medíocre. Adiante. Há coisas como "You spin me round (like a record)", dos Dead or Alive, que adoraria voltar a dançar uma noite destas, já referido pela Fernanda Câncio, que na altura ripava o cabelo com sabão. Eu era então menorzinha, mas sonhava com uma permanente que me deixasse toda frisada e que a minha mãe nunca autorizou. Felizmente.

Voltando ao site, existe um rol de "telediscos" (sim, como se dizia antigamente) bastante extenso, não conheço muitos de nome, mas aposto que se visse todos os vídeos descobriria mais umas quantas pérolas. Lá pelo meio também há coisas que não encaixam de todo na "música foleira dos anos 80". Joy Division, New Order, Sonic Youth, Pixies, Butthole Surfers, Faith No More, Beastie Boys, Kraftwerk, Dinosaur Jr., Iggy Pop, Laurie Anderson, Leonard Cohen, Roxy Music, Duran Duran, só para citar alguns. (Ok, quanto a estes últimos poderá não ser consensual.) Enfim, uma grande misturada. Encontro várias coisas que constavam das cassetes que gravava da rádio com compilações das minhas músicas preferidas (tudo aos bocados, um caos) e dos Hit Parades que pedia que me oferecessem pelo Natal.

Mas eis que de repente me ocorre a música que me deixa num estado de absoluto embevecimento nostálgico - Eternal Flame, das Bangles (1989) - e cujo vídeo, para grande pena minha, não está no site. Ora atentem na letra (até fico arrepiada):

Close your eyes, give me your hand, darling
Do you feel my heart beating
Do you understand
Do you feel the same
Am I only dreaming
Is this burning an eternal flame


E mais à frente, no auge:

Am I only dreaming
Ohhh an eternal flame


Pá, esta música... Data da altura em que me apaixonei pela primeira vez. Teria onze ou doze anos. Finda a escola primária (onde havia um menino que queria casar comigo, até me chegou a oferecer um anel de noivado da loja de bijuteria do avô, mas que eu recusei porque não sentia nada por ele), um colégio novo, cheio de gente que eu não conhecia. O coração palpitou loucamente assim que o vi. E o mais bonito é que foi mútuo. Durou cerca de quatro anos. Namorámos à distância durante bastante tempo, envergonhados. Ele escrevia-me cartas, que metia às escondidas dentro da minha mochila. Adorava vê-lo jogar à bola, olhava-o de esguelha, com ciúmes, quando ele falava com outras, e coisas assim. Mas eu fazia-me difícil e às tantas ele fartou-se de tanto pudor e tomou medidas drásticas: fez-se amigo das minhas amigas, para me convencerem a deixar-me beijar na boca, com a língua e tudo a que ele tinha direito (uns apalpõezitos, vá). Caramba, já era tempo. Acabou por ser um episódio desastroso (mas nada do que possam estar a pensar). Como há males que vêm por bem, tornámo-nos finalmente "namorados". E nas festas de anos dançávamos o Eternal Flame em registo "slow", agarradinhos, a tremer de emoção.

[Em homenagem à primeira paixão, ao primeiro amor, retiro por tempo indeterminado The Death of Ferdinand de Saussure, dos Magnetic Fields (ui, isso veio muuuuuuuuito depois), e fica a tocar na coluna ao lado a música pirosa das Bangles.]

Mais tarde o Rui B. deixou de me ligar, enquanto eu me apaixonava pelo melhor amigo dele.

Up and down, Scotty

Neither your name is Lucifer. You just gave your heart to a simple chord... Que sera, sera.

[para AP]

quinta-feira

Regresso à (a)normalidade


Cartoon enviado pelo meu amigo Javi(er).

Vamos, España!

If you're into Asia(n)

Educação oriental.

Canto Vigésimo Terceiro

Stamatóina e' mi fradèl e' zarchéva
qualcósa ti casétt; l'à smasè dimpartótt
próima tl'armèri, l'à guèrs dróinta al bascòzi
dal giachi e di capótt, pu te cumò
sla tèsta e sal mèni l'à tirat fura iniquèl
e l'à mèss sotsòura ènca la cusóina.
E' paséva da una cambra a cl'elta
sénza ch'u m'avdéss.
Quant ch'u s´è mèss a sfurgatè te mi lèt
a i ò détt: mo sa vút?
A n e' sò. Te próim u m bsugnéva un ciód,
pu un butòun, dop avléva fè un cafè
e tl'éultum avéva vòia t'a m gés qualcósa
magari una sciuchèzza.

Sciuchèzza

Esta manhã meu irmão procurava
qualquer coisa nas gavetas; remexeu
no armário, nos bolsos dos casacos,
dos capotes e de cabeça e mãos
na cómoda tirou tudo para fora.
Virou do avesso até a cozinha.
Passava de um quarto para outro
sem me ligar.
Quando começou a revistar a minha cama
perguntei-lhe: que procuras?
Não sei. Primeiro procurava um prego,
a seguir um botão, depois queria fazer café
e agora preciso que me digas alguma coisa,
nem que seja uma tolice.

Tonino Guerra, O Mel, trad. Mário Rui de Oliveira, Assírio & Alvim, 2003 (edição bilingue: português e romagnolo)

Coisas sérias

- Franz, a República Checa foi eliminada do mundial...
- A minha pátria é a língua alemã.

quarta-feira

Solstício de Verão

At the entrance-way of a luxurious villa, Claudia, who has just arrived, is greeted by the Princess. She is an elderly woman, rather ordinary in appearance but very aristocratic in taste and manner.

PRINCESS
Did you have a good trip? It is such a magnificent day! I am very happy that Sicily is able to give you so warm a welcome. And you do deserve it. You're such a lovely blonde. Come, my dear.

Claudia smiles, and follows the Princess into the garden.


Nunca vi, mas li. O argumento está aqui. E Monica Vitti, linda de morrer, no papel de Claudia.

terça-feira

Sicília



Avião já temos. O filme ficará para antes ou depois.
Ou talvez até durante.

Paisagem

Hoje acordei enjoada com o Mundial da Bola e com a palhaçada toda à volta, a que infelizmente ninguém parece conseguir escapar, nem mesmo eu. Assim, apetece-me sugerir a leitura do blogue Verdete, que só descobri há pouco tempo, feito por vários arquitectos paisagistas, dos quais tenho o prazer de conhecer pessoalmente dois. Agora tenho também o prazer de os ler. Gostei muito destes posts "contaminados" pelo cinema: Abbas Kiarostami e Lucretia Martel. Recomendo ainda um outro, Spy Hunter, típico do Samuel. Viva a atmosfera, viva a blogosfera.

segunda-feira

Fala com ele



- Franz, estás a torcer pela República Checa?
- Não quero falar sobre isso.
- Com o Gana levaram dois secos...
- Está calada, nem sequer viste o jogo.
- Claro que não, só vejo os de Portugal. E passámos aos oitavos-de-final!
- Com Angola e o Irão, também o Gil Vicente passava.
- Ah! Andaste a ler o maradona no DN...
- Está calada, nem sequer leio jornais portugueses.
- Bom, mudando de assunto, queres saber o que achei do teu livro?
- Se eu disser que não, adianta alguma coisa?
- Gostei muito. Mas não percebi por que é que acaba daquela maneira.
- Estás-te a referir à última frase do último conto?
- Sim. «É o que agora farei, pois este sentido é muito revelador daquela concepção do povo. O meu pai disse então:» Fim.
- O que é que tem?
- O que é que tem?!
- Tivesses lido com mais atenção o prólogo.
- «(...)O motivo da infinita postergação existe também nos seus contos. (...)No mais memorável de todos - A Construção da Muralha da China, 1919 - o infinito é múltiplo: para deter a marcha dos exércitos infinitamente longínquos, um imperador infinitamente remoto no tempo e no espaço ordena que infinitas gerações ergam infinitamente uma parede infinita que dê a volta ao seu infinito império.(...)»
- Não estás com certeza à espera que te expliquem tudo.
- Por acaso...
- Era o que mais faltava! Contenta-te com o texto do Borges, o tipo sabe o que diz.
- Franz, o Borges já morreu.
- E eu, estou vivo?

Todos se cansaram

«A lenda tenta explicar o que não se pode explicar; porque vem de um fundamento de verdade, tem de terminar no que não se pode explicar.
De Prometeu conhecemos quatro lendas. Diz a primeira que ele foi agrilhoado ao Cáucaso por ter traído os deuses aos homens e que os deuses enviaram águias que lhe devoravam o fígado que se renovava sem fim.
Diz a segunda que, com a dor das bicadas que o atormentavam, Prometeu se apertou cada vez mais contra o rochedo até se tornarem um.
Diz a terceira que passados milhares e milhares de anos a sua traição foi esquecida, os deuses esqueceram, as águias, ele próprio.
Diz a quarta que todos se cansaram do que já não tinha fundamento. Os deuses cansaram-se, as águias. A ferida fechou-se cansada.
Restou o rochedo inexplicável.»

[Prometeu, p.41, tradução de Isabel Castro Silva]

quinta-feira

Uns sobre outros

Primeiro resultado duma visita quase-relâmpago à Feira do Livro, minutos antes do encerramento, esta terça-feira:

«Como se sabe, Virgílio, quando estava prestes a morrer, encarregou os seus amigos de reduzir a cinzas o inacabado manuscrito da Eneida, que reunia onze anos de nobre e delicado trabalho; Shakespeare nunca pensou em reunir num único volume as inúmeras peças que compunham a sua obra; Kafka encomendou a Max Brod a destruição dos romances e narrativas que lhe asseguravam a fama. A afinidade destes episódios ilustres é, se não estou enganado, ilusória. Virgílio não podia ignorar que contava com a piedosa desobediência dos seus amigos; Kafka com a de Brod. O caso de Shakespeare é diferente. De Quincey conjectura que para Shakespeare a publicidade consistia na representação e não na impressão; o palco era o mais importante para ele.(...)»

Franz Kafka, Contos, Selecção e Prólogo de Jorge Luis Borges, Relógio D'Água, 2005.

terça-feira

To be is to perform

Na blogosfera que frequento, vejo muito poucas referências ao Festival Alkantara - a excepção é O Melhor Anjo, a que cheguei via Da Literatura e onde não se tem falado doutra coisa. Também tenho andado meio distraída, verdade seja dita, e não fosse um amigo a dar-me um toque sobre o assunto (obrigada, Vasco!) teria perdido ontem a oportunidade de ver o espectáculo multimédia de Patrícia Portela, "Trilogia Flatland", que foi distinguido em 2004 com o Prémio Acarte/Maria Madalena de Azeredo Perdigão, e para o qual ainda consegui comprar os últimos bilhetes disponíveis.


Flatland I - Going up, not North

Na realidade são três espectáculos, integralmente "falados" em inglês, agora apresentados duma só vez (esta rima foleira não foi propositada). Na primeira parte, que dura cerca de 50 minutos, num ecrã que simula um livro aberto, e onde são projectadas palavras e imagens com acompanhamento sonoro, o Homem-Plano discorre sobre a bidimensionalidade em Flatland, onde vive, concluindo que lhe faz falta uma terceira dimensão cujo alcance passará pela presença dos espectadores (cerca de 60, na sala de ensaio do CCB).

Happy with the discovery but unhappy with the dependency, Flatman organizes a strategy to conquer his tri dimensional immortality.

Durante quase uma hora, absorve-se uma quantidade imensa de informação e ironia, chega a ser cansativo, mas quando se torna quase aborrecido, aparece o Homem-Plano calçado com os sapatos vermelhos de Judy Garland em The Wizard of Oz, intimando-nos a assinar um contrato. Dois assistentes, vestidos de terroristas com fatos laranja e carapuças, distribuem os papéis, onde nos pedem para colocar a nossa impressão digital. Algures por aqui terá começado o segundo segmento.


Flatland II - To be is to be seen

Somos encaminhados para a saída da sala, percorremos um corredor, escadas e de repente estamos a subir para um autocarro estacionado no exterior do CCB. Fomos sequestrados, com consentimento.

Não sendo um espectáculo interactivo (e jamais previsível), porque nenhuma parte da "acção" depende realmente das reacções do público (basta que tacitamente nos deixemos levar), a performance que se segue é repleta de momentos fortes. (Um dos quais julgo que não foi planeado, quando o condutor da viatura que transportava os "reféns", seguindo pela Rua da Junqueira, ia arrancando um quiosque plantado numa esquina quando dava a curva.)

Chegamos então a um velho armazém, sempre na companhia dos encapuzados (um dos quais é a própria Patrícia Portela). O Homem-Plano canta, dança, discursa, teoriza. Conta a história do terrorista árabe, que antes de se fazer explodir num edifício duma qualquer capital ocidental, foi tomar um chá de menta "do outro lado da rua" e encontra uma lamparina que continha um génio... Einstein, que o confrontou com uma série de evidências, deixando-o abananado e já sem saber que desejo pedir. O Homem-Plano faz ainda truques de magia e atende telefonemas da polícia, que (supostamente) está lá fora a cercar o "local do crime". Ouvem-se sirenes.

Mas eles tratam-nos bem, oferecem-nos martinis, salgados e bolos da Versailles, e até mandam vir pizzas (o espectáculo tinha começado às 20h). Better to order also vegetarian; there are always vegetarians among the audience. Passado um bocado, entra pelo "palco" adentro uma rapariguinha numa mota a entregar a encomenda.


Flatland II (no espaço alternativo)

Enquanto isto, continua a projecção de imagens nas paredes, excertos da série James Bond e alguns de King Kong. (Coincidência que me deixou deliciada, foi ver reproduzida precisamente esta cena.) Depois somos encaminhados de regresso ao autocarro, e quando estamos quase a chegar ao CCB o Homem-Plano aparece na estrada a mandar-nos dar meia volta para a Rua da Junqueira. Novamente no armazém, até sermos "salvos" e abandonarmos as instalações por uma porta de saída na qual existe um escorrega insuflável de emergência (como os dos aviões), flashes de jornalistas e cobertores de alumínio para nos aconchegar depois do "choque". Terminou o sequestro, ninguém ficou ferido. O espectáculo continua para o terceiro segmento.

Como é óbvio, isto não é uma crítica de teatro, mas ainda assim não achei tão bem conseguida a última parte, Flatland III, para mim talvez demasiado complexa na interpretação, mais de duas horas decorridas. A zapping spectacle of noise, static and news... num dos átrios do CCB - para onde regressámos no referido autocarro - com sofás e vários ecrãs televisivos.

Já (d)escrevi bastante, por isso vou abreviar: gosto muito do trabalho de Patrícia Portela e a performance do actor que interpreta a personagem Flatman é excepcional. A seguir ainda dei um salto à Bica para mergulhar no mar de gente que aproveita o Santo António para se embebedar e dançar ao som do "Aperta com ela". Foi um serão pós-moderno.

Adenda para bloggers #1: O Ricardo Babugem, agora em Devaneios, também se cruzou com as artes performativas. E por gracinha, verifico que na ficha técnica de Flatland os efeitos especiais estão a cargo de Irmã Lucia, com certeza aparentada do Pedro, agora mais conhecido como Irmão Lucia, que também mudou de poiso.

Adenda para bloggers #2: Espero que o Zé "Prisas" Amaral não tenha ido dentro por causa de nenhuma acção terrorista. Memórias do Cárcere, um blogue... original.

Futebol como Arte?

Soa-me a coisa de elite(s).

segunda-feira

Impropérios

«(...)O que é clarinho clarinho clarinho como o Brasil e a França na final, há muitos aninhos, é que, em muitos locais e sobre muitos valores naturais, não existe a mínima hipótese de tal ideia como a que se quer transmitir com a expressão "desenvolvimento sustentado", que muito naturalmente (ironia fina) nasceu do ventre abastado dos países que já tinham destruído tudo quanto lhes proporcionaria "desenvolvimento económico" (ironia grosseira, talvez sarcasmo), servindo tal expressão como um prozac social de distribuição gratuita e sem efeitos secundários para as populações dos Bairros Altos das capitais mundiais.(...)»

O maradona (com minúscula) agora escreve aos domingos no Diário de Notícias. Pouco interessa que seja sobre o mundial de futebol, assunto que não me diz praticamente nada. Este excerto é uma transcrição d'A Causa Foi Modificada, onde os posts não costumam subsistir mais do que alguns dias, às vezes algumas horas. Serve só para exemplificar.

sexta-feira

Suppose it were a person

I have many admirers who claim their songs are about their little fancy whores, when they are really singing about me and me alone »»» said the Love Song.

Loop

A música que se pode ouvir ali à direita continua a ser "The Death of Ferdinand de Saussure" (The Magnetic Fields).

Tudo o que eu queria saber

Um guia completo para o triplo álbum 69 Love Songs, via As Aranhas.

quinta-feira

Encaixe

«Obrigado. Acho que nunca me tinham dedicado um 69.»

(recebido por e-mail de leitor devidamente identificado)

quarta-feira

Erotismo estilizado [revisto]



Ilustração da dinamarquesa Gerda Wegener (1889-1940) cuja história é no mínimo curiosa: o primeiro marido (hermafrodita?) submeteu-se nos anos 30 a uma operação para mudar de sexo. Parece que não correu muito bem. Gerda voltou a casar, teve êxito como artista, e depois morreu na obscuridade e na pobreza. Só muito mais tarde, nos anos 80, é que o seu trabalho foi "recuperado".

O 69 é dedicado ao Ivan. Há mais aqui.

Moltisanti

Separados à nascença

João Pedro George (clicar para ver a foto) e o terceiro elemento da banda "La Dolce Vita" (à direita no cartaz em cima). By the way, desta vez acho que tem toda a razão.

It doesn't take one to know another

- She has good tits.
- What do you know about tits? You're gay!
- Yes, but I know what you guys like...

(diálogo ouvido entre homo e hetero)

sábado

Sicilianu

Em vez de «não sei quê e o catano», dizia «não sei quê e a Catânia».

Plano Pessoal de Leitura

Tenho de escolher muito bem os livros que vou levar para as férias porque, já se sabe, não vou ler mais do que um.